terça-feira, 29 de junho de 2010

03 - ACERCA DE DAR O DÍZIMO (DÉCIMA PARTE) EM NOSOS DIAS

A Lei estabelece que os descendentes de Levi são separados para o sacerdócio e ministério no templo de Jerusalém (Dt 10.8,9). A eles era devido o dízimo, pois não tinham parte na herança da terra de Israel. Porém, este dízimo não era pago em dinheiro, mas em animais e no fruto da terra. Quando o israelita morasse distante, vendia aquele produto, para então recomprar em jerusalém e assim, dizimar conforme a lei (Dt 14.22-29). Mas, na Nova Aliança, houve mudança de sacerdócio, e "quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei" (Hb 7.12). Na Nova Aliança fica estabelecido um novo sacerdócio, segundo a ordem de Melquisedeque, onde Jesus é Rei e Sumo Sacerdote (Ap 19.16; Hb 6.20), enquanto que nós, os que cremos, somos o seu "sacerdócio real" (1 Pe 2.9; Ap 1.6). Em Mt 23.23 Jesus diz aos farizeus que eles deviam entregar também os dízimos, porque até aquele ponto eles estavam ainda debaixo da Antiga Aliança. A Nova Aliança foi selada depois, com o sacramento da Santa Ceia e o fato consumado na Cruz (Lc 22.20). Os estatutos da Nova Aliança só foram completados durante o ministério dos apóstolos. Portanto, para nós que estamos na Graça, as ordenanças da Lei que devemos observar são aquelas determinadas pelo Espírito Santo juntamente com os apóstolos (At 15.28,29), bem como todo o mistério da Graça revelado pelo Senhor ao apóstolo Paulo (Ef 3.3,4). Na Nova Aliança devemos buscar o reino dos céus e a sua justiça em primeiro lugar, lançando fora a ansiedade, e assim teremos todas as nossas necessidades supridas (Mt 6.33). Logo, não temos de provar a Deus através de nossas obras, neste caso os dízimos, para vermos bênçãos materiais derramadas sobre nós. E fica claro que Ml 3.8-12 não foi escrito para nós que estamos na Graça, mas para os Israelitas, que naquele momento haviam desamparado a tribo de Levi em seu direito. Em At 2.45 vemos que também não era para os primeiros crentes. Pois, ao contrário de hoje, os bens arrecadados pela congregação eram partilhados entre todos, conforme a necessidade de cada um. Afinal, todos os irmãos têm parte no sacerdócio, e se há quem esteja passando necessidade, este deve ser amparado. Como somos todos membros do corpo de Cristo, é justo que contribuamos para a obra, de modo que o líder da congregação possa tirar dali o seu sustento e as despesas referentes ao local das reuniões sejam pagas (1Co 9.14; Lc 10.7; 1Tm 5.18), sem, contudo, fixar o dízimo, que é um preceito da Antiga Aliança, como uma cota financeira, pois o que nos foi determinado é que "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria" (2Co 9.7). Aquele que tiver em abundância contribuirá com alegria, e aquele que tiver em dificuldades contribuirá sem tristeza no coração. Porque não é por necessidade que contribuimos com a obra de Deus, mas para que o evangelho seja amparado e difundido. Fonte: http://www.vemsenhorjesus.net/

Nenhum comentário:

Postar um comentário