sexta-feira, 13 de maio de 2011

18 - ORIGEM DOS ATUAIS CATÓLICOS CARISMÁTICOS

Adjetivei-os na condição de atuais porque, repito, desde sempre a religião romanista criou e prestigiou seus fieis, suas freiras e seus clérigos carismáticos. Se o indivíduo não foi carismático, isto é, se não possuiu algum "dom" prodigioso, impossível ser canonizado "santo". Uma das mais rigorosas exigências, a principal, do processo canonizatório é a da prova ou comprovação das virtudes heróicas do candidato feita através de milagres. Cada estágio da canonização: o da introdução do processo quando os postulantes do concorrente são obrigados a fundamentarem sua petição em três prodígios, o da declaração de sua bem-aventurança e o da canonização propriamente dita, requer a demonstração de pelo menos três portentos de "veracidade comprovada". O Concilio Vaticano II marcou uma fase de transição do catolicismo romano. Por sentir a urgente necessidade de se adaptar as novas condições econômico-político-sociais e religiosas do mundo, a hierarquia clerical alvitrou conformar se a elas. De resto, e a velha tática do clero. Toda vez que é chamado à encruzilhada histórica de adaptar-se ou morrer, prefere, para não morrer, acomodar-se as novas conjunturas. Já que nunca pode transformar as estruturas sociais, a elas se encaixa. Este foi o principal objetivo do Concílio Ecumênico Vaticano II, que, na artimanha de adaptação, se abriu em leque em atuações diversificadas. No terreno sócio-político desfraldou bandeiras socialistas e na área religiosa arreganhou aberturas ecumenistas. O ecumenismo examinei-o no livro de minha lavra O ECUMENISMO: SEUS OBJETIVOS E SEUS MÉTODOS, intenta também o retorno à comunhão vaticana das seitas dela dissidentes como os luteranos e os anglicanos em todas as suas ramificações. Essas seitas católicas afastadas da barca pontifícia, vulgarmente conhecidas como protestantes, aceitaram o assédio ecumenista do clero romano e na mesa comum do "dialogo" seus representantes tem se sentado no afã de aparar as arestas responsáveis pelo seu distanciamento da comunidade vaticana. João Paulo II, repito pela milésima vez, é o sumo pontífice que o romanismo atual precisava. Veio na hora exata. Sua exuberante atuação e firmada no programa consciente de capitalizar o máximo em todos os espaços (políticos, sociais, financeiros e religiosos). Usufrutuário de prestígio multissecular do cargo de soberano pontífice da mais rica e poderosa religião do mundo, em benefício dela própria, João Paulo II se empenha ao extremo. Sua próxima viagem à Inglaterra, prevista para agosto deste ano de 1982, visa a respaldar as últimas decisões dos encontros ecumênicos do clero das duas seitas: a vaticana e a anglicana. Com certeza o seu pontificado se assinalara na história do romanismo pela consumação do regresso dos anglicanos e parte dos luteranos ao seio da "santa madre". Dado o seu desenvolvimento no meio das massas populares o pentecostalismo chamou a atenção da hierarquia vaticanista. Se a manobra do "dialogo" ecumenistizante vem dando certo com os anglicanos, luteranos e ortodoxos, pelo menos de inicio era inviável e improdutiva com os pentecostalistas. Distinguem-se estes pelo exercício dos "dons espirituais" ou "carismáticos" incentivados na exaltação das emoções. Destarte a hierarquia resolveu penetrar nas áreas pentecostalistas valendo-se de suas próprias praticas. Praticas estas, outrossim, próprias da atuação do clero romanista no decurso de sua existência. A perspicácia clerical verificou com acerco ser a nação norte-americana o lugar mais conveniente para o início de sua atual investida carismática. A hierarquia vaticana é genial em seus planos e na execução deles. Começa por aí: para cada empreendimento específico tem o indivíduo específico adrede preparado. Nesta empresa o indivíduo talhado foi o sacerdote jesuíta Edward O'Connor, da Universidade Católica de Notre Dame. Mentor espiritual de Steve Clark e Ralph Martin Keiter, considerando-os adequados instrumentos na sua investida, resolveu usá-los na explosão carismática vaticana tendente a ecumenistizar os pentecostalistas. Colocou-lhes nas mãos, em princípios de 1966, os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL, de David Wilkerson, e ELES FALARAM EM OUTRAS LÍNGUAS, de John Sherril. Lendo-os, segundo as previsões de O'Connor, assimilaram sua orientação e passaram a freqüentar "reuniões de poder" dos pentecostalistas. Clark e Keifer, dois leigos católicos engajados nos Cursilhos de Cristandade, o movimento desencadeado pelo clero após o Concilio Vaticano II com o propósito de dinamizar as praticas religiosas entre os fieis católicos em função do ecumenismo. Comprovaram ambos a sua acertada escolha pelo jesuíta O'Connor pois sentiam as mesmas experiências pentecostalistas influenciados que eram por aquelas "reuniões de poder". O seu preparo excedeu as mais otimistas expectativas de seu mentor espiritual. Devidamente preparados, portanto, compareceram Keifere Clark, no Outono de 1966, à Convenção Nacional dos Cursilhos de Cristandade, celebrada em dependências da Universidade Católica Duquesne do Espírito Santo, na cidade de Pittsburg, Pennsylvania. Se os relatórios das atividades ecumenistas revelavam progresso em certos meios protestantes, em geral, também demonstravam o fracasso delas nos círculos pentecostalistas. Steve Clark e Ralph Keifer tiveram então a oportunidade de dar seu testemunho de atuação positiva nesses ambientes até então refratários ao "diálogo" ecumenista. Falaram sobre aqueles dois livros pentecostalistas e espalharam exemplares deles a muitos companheiros cursilhistas. Terminada Convenção dos Cursilhos, sucedeu um espontâneo (?) encontro de pessoas despertadas pela palavra de Clark e Keifer e interessadas nas novas experiências. O ambiente daquela colina batida por constante brisa forte do Outono facilitou o cenário do pentecostal "vento impetuoso". As reuniões, por seu turno, criaram o clima psicológico favorável à ocorrência do chamado batismo no Espírito Santo dos moldes pentecostalistas. Com efeito, as manifestações carismáticas não se fizeram retardar. E no ambiente de extrema excitação nervosa predominaram as línguas "estranhas". Deu-se o inicio do novo surto pentecostalista nos horizontes romanistas.
Aníbal Pereira dos Reis (ex-padre católico romano).
Fonte: Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos,
Edições Caminho de Damasco, 2ª edição, São Paulo, 1992.

quarta-feira, 23 de março de 2011

17 - ESPIRITO MENTIROSO.

“disse mais: pois ouvi a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado no seu trono, e a todo o exército celestial em pé, á sua mão direita e á sua esquerda. E disse o Senhor: Quem persuadirá a Acabe, rei de Israel, a que suba e caia em Ramote-Gileade? Disse mais: Um diz desta maneira, e outro diz de outra. Então saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o persuadirei. E o Senhor lhe disse: Com que? E ele disse: Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o Senhor: Tu o persuadirás e também prevalecerás; sai e faze-o assim. Agora, pois, eis que o Senhor pôs um espírito de mentira na boca deste teus profetas e o Senhor falou o mal a teu respeito.”(II Crônica 18:18-22). “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a Espíritos enganadores e doutrinas de demônios”. (I Tim. 4:1). “Mas, ainda que nós, ou mesmos um anjo vindo do céu vos pregue outro evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema” (maldito). (Gálatas 1:8). Se descer um anjo do céu e anunciar para você pagar o dizimo, pode expulsar porque é um anjo mentiroso: o dizimo foi dado para os sacerdotes levitas. (Num 18:24 e Heb 7:5) os levitas não recebeu herança na terra prometida, porque servia tempo integral no templo, em compensação a eles foi dado o dizimo dos cereais colhido nas terras que cada tribo recebeu. Primeiro eles receberam a terra, para depois dizimar o produto da terra. Quem não é da tribo de Levi não tem direito de receber dizimo, mesmo sendo sacerdote. Nem mesmo Jesus teve o direito de receber o dizimo, apesar de ser sacerdote; mas não era da tribo de Levi, e sim da tribo de Judá. Está escrito: “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”. (Heb. 7:12-13). Mudou o sacerdócio mudou a lei, na Nova Aliança não existe lei de dizimo. O dizimo ficou no Velho Testamento. Eu pergunto: através de quem Deus deu a doutrina à igreja? Foi através de Abraão, Moisés, Malaquias ou através dos apóstolos? Através dos apóstolos. A igreja primitiva permanecia na doutrina dos apóstolos (Atos 2:42), não na doutrina de Abraão, Moisés ou Malaquias. Nem um apostolo pagou ou recebeu dizimo. Pago caro pra ver. Ninguém prova na Bíblia que a igreja primitiva praticava a lei do dizimo ou sábado etc. Quem estiver pregando a doutrina do dizimo está mentindo, seja quem for: está pregando uma mentira. É falsa revelação. São mentirosos. Mat 23:23, é da Velha aliança. A igreja começou a ser edificada no pentecoste. Antes da morte de Jesus não existia igreja. Jesus quando falou que ia edificar a igreja, Ele disse o verbo no futuro: “...Edificarei a minha igreja...”. (Mt 16:18), Deus tratava Israel como nação, não como igreja, por isso o dizimo era levado a casa do tesouro, (Mal. 3:10), quem tem casa do tesouro é o presidente da Republica não a igreja. Essa doutrina do dizimo é outro evangelho que Paulo disse que não é evangelho. Evangelho é boas Novas, o dizimo não é boas novas; é velha caduca. Não é evangelho de Paulo, é anátema, é maldito. (Gal. 3:13). O dizimo pertence à lei de Moisés, o apostolo Paulo disse que quem guardar um til da lei, está obrigado a guardar toda lei, conseqüentemente quem guarda a lei está separado de Cristo e caído da graça (Gal. 5:1-5) O mesmo acontece com o profeta Elias. Estão mentindo, é espírito de mentira, é falso. Não existe profeta Elias para nós da igreja gentia. Profeta Elias é profeta de Israel. (Mal 4:5-6) A verdade é contestada pelos legalistas gananciosos religiosos. Quando alguém denuncia suas mentiras, falcatruas, falsa doutrina; apelam para o terrorismo psicológico: quem contesta suas mentiras é Coré, Abirão, Datâ etc. é digno de morte.
Como eles não têm argumentos para defender suas mentiras religiosas, Apelam para ignorância; tais como: a igreja não pode saber, quem sabe é sabido! Não ouça tais irmãos! A igreja só tem que crer. Crer em tudo que os mentirosos disserem? Tem que crer cegamente, sem questionar, quem questiona não é de Deus, dizem eles. Vale lembrar que todos que faz uso da palavra de Deus (a Bíblia) é profeta, o que determina se ele é falso ou verdadeiro é a mensagem que prega. Aquele que prega que tem que guardar a lei de Moisés para ser salvo; ou seja: pagar o dizimo guardar o sábado etc. é falso. (Atos 15:1-29). Tanto o verdadeiros como os falsos usam a Bíblia, só que um tem a verdadeira revelação o outro tem uma falsa revelação, ou usa a Bíblia de maneira distorcida. Satanás usou a Bíblia de uma maneira distorcida no dia da tentação de Jesus Cristo, no deserto. “O Senhor pôs um espírito de mentira na boca destes teus profetas e o Senhor falou mal a teu respeito.”(II Crônica 18:18-22). Disse o espírito mentiroso: “Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas”.