sexta-feira, 13 de maio de 2011

18 - ORIGEM DOS ATUAIS CATÓLICOS CARISMÁTICOS

Adjetivei-os na condição de atuais porque, repito, desde sempre a religião romanista criou e prestigiou seus fieis, suas freiras e seus clérigos carismáticos. Se o indivíduo não foi carismático, isto é, se não possuiu algum "dom" prodigioso, impossível ser canonizado "santo". Uma das mais rigorosas exigências, a principal, do processo canonizatório é a da prova ou comprovação das virtudes heróicas do candidato feita através de milagres. Cada estágio da canonização: o da introdução do processo quando os postulantes do concorrente são obrigados a fundamentarem sua petição em três prodígios, o da declaração de sua bem-aventurança e o da canonização propriamente dita, requer a demonstração de pelo menos três portentos de "veracidade comprovada". O Concilio Vaticano II marcou uma fase de transição do catolicismo romano. Por sentir a urgente necessidade de se adaptar as novas condições econômico-político-sociais e religiosas do mundo, a hierarquia clerical alvitrou conformar se a elas. De resto, e a velha tática do clero. Toda vez que é chamado à encruzilhada histórica de adaptar-se ou morrer, prefere, para não morrer, acomodar-se as novas conjunturas. Já que nunca pode transformar as estruturas sociais, a elas se encaixa. Este foi o principal objetivo do Concílio Ecumênico Vaticano II, que, na artimanha de adaptação, se abriu em leque em atuações diversificadas. No terreno sócio-político desfraldou bandeiras socialistas e na área religiosa arreganhou aberturas ecumenistas. O ecumenismo examinei-o no livro de minha lavra O ECUMENISMO: SEUS OBJETIVOS E SEUS MÉTODOS, intenta também o retorno à comunhão vaticana das seitas dela dissidentes como os luteranos e os anglicanos em todas as suas ramificações. Essas seitas católicas afastadas da barca pontifícia, vulgarmente conhecidas como protestantes, aceitaram o assédio ecumenista do clero romano e na mesa comum do "dialogo" seus representantes tem se sentado no afã de aparar as arestas responsáveis pelo seu distanciamento da comunidade vaticana. João Paulo II, repito pela milésima vez, é o sumo pontífice que o romanismo atual precisava. Veio na hora exata. Sua exuberante atuação e firmada no programa consciente de capitalizar o máximo em todos os espaços (políticos, sociais, financeiros e religiosos). Usufrutuário de prestígio multissecular do cargo de soberano pontífice da mais rica e poderosa religião do mundo, em benefício dela própria, João Paulo II se empenha ao extremo. Sua próxima viagem à Inglaterra, prevista para agosto deste ano de 1982, visa a respaldar as últimas decisões dos encontros ecumênicos do clero das duas seitas: a vaticana e a anglicana. Com certeza o seu pontificado se assinalara na história do romanismo pela consumação do regresso dos anglicanos e parte dos luteranos ao seio da "santa madre". Dado o seu desenvolvimento no meio das massas populares o pentecostalismo chamou a atenção da hierarquia vaticanista. Se a manobra do "dialogo" ecumenistizante vem dando certo com os anglicanos, luteranos e ortodoxos, pelo menos de inicio era inviável e improdutiva com os pentecostalistas. Distinguem-se estes pelo exercício dos "dons espirituais" ou "carismáticos" incentivados na exaltação das emoções. Destarte a hierarquia resolveu penetrar nas áreas pentecostalistas valendo-se de suas próprias praticas. Praticas estas, outrossim, próprias da atuação do clero romanista no decurso de sua existência. A perspicácia clerical verificou com acerco ser a nação norte-americana o lugar mais conveniente para o início de sua atual investida carismática. A hierarquia vaticana é genial em seus planos e na execução deles. Começa por aí: para cada empreendimento específico tem o indivíduo específico adrede preparado. Nesta empresa o indivíduo talhado foi o sacerdote jesuíta Edward O'Connor, da Universidade Católica de Notre Dame. Mentor espiritual de Steve Clark e Ralph Martin Keiter, considerando-os adequados instrumentos na sua investida, resolveu usá-los na explosão carismática vaticana tendente a ecumenistizar os pentecostalistas. Colocou-lhes nas mãos, em princípios de 1966, os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL, de David Wilkerson, e ELES FALARAM EM OUTRAS LÍNGUAS, de John Sherril. Lendo-os, segundo as previsões de O'Connor, assimilaram sua orientação e passaram a freqüentar "reuniões de poder" dos pentecostalistas. Clark e Keifer, dois leigos católicos engajados nos Cursilhos de Cristandade, o movimento desencadeado pelo clero após o Concilio Vaticano II com o propósito de dinamizar as praticas religiosas entre os fieis católicos em função do ecumenismo. Comprovaram ambos a sua acertada escolha pelo jesuíta O'Connor pois sentiam as mesmas experiências pentecostalistas influenciados que eram por aquelas "reuniões de poder". O seu preparo excedeu as mais otimistas expectativas de seu mentor espiritual. Devidamente preparados, portanto, compareceram Keifere Clark, no Outono de 1966, à Convenção Nacional dos Cursilhos de Cristandade, celebrada em dependências da Universidade Católica Duquesne do Espírito Santo, na cidade de Pittsburg, Pennsylvania. Se os relatórios das atividades ecumenistas revelavam progresso em certos meios protestantes, em geral, também demonstravam o fracasso delas nos círculos pentecostalistas. Steve Clark e Ralph Keifer tiveram então a oportunidade de dar seu testemunho de atuação positiva nesses ambientes até então refratários ao "diálogo" ecumenista. Falaram sobre aqueles dois livros pentecostalistas e espalharam exemplares deles a muitos companheiros cursilhistas. Terminada Convenção dos Cursilhos, sucedeu um espontâneo (?) encontro de pessoas despertadas pela palavra de Clark e Keifer e interessadas nas novas experiências. O ambiente daquela colina batida por constante brisa forte do Outono facilitou o cenário do pentecostal "vento impetuoso". As reuniões, por seu turno, criaram o clima psicológico favorável à ocorrência do chamado batismo no Espírito Santo dos moldes pentecostalistas. Com efeito, as manifestações carismáticas não se fizeram retardar. E no ambiente de extrema excitação nervosa predominaram as línguas "estranhas". Deu-se o inicio do novo surto pentecostalista nos horizontes romanistas.
Aníbal Pereira dos Reis (ex-padre católico romano).
Fonte: Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos,
Edições Caminho de Damasco, 2ª edição, São Paulo, 1992.

quarta-feira, 23 de março de 2011

17 - ESPIRITO MENTIROSO.

“disse mais: pois ouvi a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado no seu trono, e a todo o exército celestial em pé, á sua mão direita e á sua esquerda. E disse o Senhor: Quem persuadirá a Acabe, rei de Israel, a que suba e caia em Ramote-Gileade? Disse mais: Um diz desta maneira, e outro diz de outra. Então saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o persuadirei. E o Senhor lhe disse: Com que? E ele disse: Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o Senhor: Tu o persuadirás e também prevalecerás; sai e faze-o assim. Agora, pois, eis que o Senhor pôs um espírito de mentira na boca deste teus profetas e o Senhor falou o mal a teu respeito.”(II Crônica 18:18-22). “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a Espíritos enganadores e doutrinas de demônios”. (I Tim. 4:1). “Mas, ainda que nós, ou mesmos um anjo vindo do céu vos pregue outro evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema” (maldito). (Gálatas 1:8). Se descer um anjo do céu e anunciar para você pagar o dizimo, pode expulsar porque é um anjo mentiroso: o dizimo foi dado para os sacerdotes levitas. (Num 18:24 e Heb 7:5) os levitas não recebeu herança na terra prometida, porque servia tempo integral no templo, em compensação a eles foi dado o dizimo dos cereais colhido nas terras que cada tribo recebeu. Primeiro eles receberam a terra, para depois dizimar o produto da terra. Quem não é da tribo de Levi não tem direito de receber dizimo, mesmo sendo sacerdote. Nem mesmo Jesus teve o direito de receber o dizimo, apesar de ser sacerdote; mas não era da tribo de Levi, e sim da tribo de Judá. Está escrito: “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”. (Heb. 7:12-13). Mudou o sacerdócio mudou a lei, na Nova Aliança não existe lei de dizimo. O dizimo ficou no Velho Testamento. Eu pergunto: através de quem Deus deu a doutrina à igreja? Foi através de Abraão, Moisés, Malaquias ou através dos apóstolos? Através dos apóstolos. A igreja primitiva permanecia na doutrina dos apóstolos (Atos 2:42), não na doutrina de Abraão, Moisés ou Malaquias. Nem um apostolo pagou ou recebeu dizimo. Pago caro pra ver. Ninguém prova na Bíblia que a igreja primitiva praticava a lei do dizimo ou sábado etc. Quem estiver pregando a doutrina do dizimo está mentindo, seja quem for: está pregando uma mentira. É falsa revelação. São mentirosos. Mat 23:23, é da Velha aliança. A igreja começou a ser edificada no pentecoste. Antes da morte de Jesus não existia igreja. Jesus quando falou que ia edificar a igreja, Ele disse o verbo no futuro: “...Edificarei a minha igreja...”. (Mt 16:18), Deus tratava Israel como nação, não como igreja, por isso o dizimo era levado a casa do tesouro, (Mal. 3:10), quem tem casa do tesouro é o presidente da Republica não a igreja. Essa doutrina do dizimo é outro evangelho que Paulo disse que não é evangelho. Evangelho é boas Novas, o dizimo não é boas novas; é velha caduca. Não é evangelho de Paulo, é anátema, é maldito. (Gal. 3:13). O dizimo pertence à lei de Moisés, o apostolo Paulo disse que quem guardar um til da lei, está obrigado a guardar toda lei, conseqüentemente quem guarda a lei está separado de Cristo e caído da graça (Gal. 5:1-5) O mesmo acontece com o profeta Elias. Estão mentindo, é espírito de mentira, é falso. Não existe profeta Elias para nós da igreja gentia. Profeta Elias é profeta de Israel. (Mal 4:5-6) A verdade é contestada pelos legalistas gananciosos religiosos. Quando alguém denuncia suas mentiras, falcatruas, falsa doutrina; apelam para o terrorismo psicológico: quem contesta suas mentiras é Coré, Abirão, Datâ etc. é digno de morte.
Como eles não têm argumentos para defender suas mentiras religiosas, Apelam para ignorância; tais como: a igreja não pode saber, quem sabe é sabido! Não ouça tais irmãos! A igreja só tem que crer. Crer em tudo que os mentirosos disserem? Tem que crer cegamente, sem questionar, quem questiona não é de Deus, dizem eles. Vale lembrar que todos que faz uso da palavra de Deus (a Bíblia) é profeta, o que determina se ele é falso ou verdadeiro é a mensagem que prega. Aquele que prega que tem que guardar a lei de Moisés para ser salvo; ou seja: pagar o dizimo guardar o sábado etc. é falso. (Atos 15:1-29). Tanto o verdadeiros como os falsos usam a Bíblia, só que um tem a verdadeira revelação o outro tem uma falsa revelação, ou usa a Bíblia de maneira distorcida. Satanás usou a Bíblia de uma maneira distorcida no dia da tentação de Jesus Cristo, no deserto. “O Senhor pôs um espírito de mentira na boca destes teus profetas e o Senhor falou mal a teu respeito.”(II Crônica 18:18-22). Disse o espírito mentiroso: “Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas”.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

16 - RESUMO DE ORIGENS E O QUE É IGREJA?

O Culto - Culto Dominical Matutino – Evoluiu da Missa de Gregório no século VI até as revisões feitas por Lutero, Calvino, Puritanos, a tradição da Igreja Livre, Metodistas, Evangelistas Fronteiriços e Pentecostais. A Centralidade do Púlpito no Culto. Inventada por Martinho Lutero em 1523. Duas Velas Colocadas Sobre a “Mesa da Comunhão” e Queima de Incenso – Prática adotada do cerimonial da Corte Imperial Romana do século IV. A “Mesa da Comunhão” foi introduzida por Ulrich Zwinglio no século XVI. Tomar a Ceia do Senhor Trimestralmente – Ulrich Zwinglio (1484-1531). Congregação Levanta-se e Canta Quando o Clero Entra – Prática adotada do cerimonial da Corte Imperial Romana no século IV. Introduzida na liturgia protestante por João Calvino (1509-1564). Entrar na Igreja com uma Atitude Sombria e Reverente – Baseada na visão piedosa medieval. Prática introduzida no culto protestante por João Calvino e Martin Bucer (1491-1551). Condenação e Culpa por faltar no culto dominical – Prática adotada pelos Puritanos da Nova Inglaterra no século XVII. A Extensa “Oração Pastoral” Que Precede ao Sermão – Adotada pelos Puritanos do século XVII. Oração Pastoral Proferida em Inglês Elisabetano (idioma arcaico) – Adotada pelos Metodistas do século XVIII. A Meta de Toda Pregação é Ganhar Almas Individualmente – Prática adotada pelos Revivalistas Fronteiriços do século XVIII. Apelo ao Altar – Prática inventada pelos Metodistas do século XVII e popularizada por Charles Finney (1792-1872). Boletim da Igreja (liturgia escrita) – Criado em 1884 com a máquina duplicadora (stencil) por Albert Blake Dick. O Hino “Solo” de Salvação, Visitação Porta-a-Porta, e Propaganda/Campanha Evangelística - D.L. Moody (1837-1899). Cartão de Decisão – Inventado por Absalom B. Earle (1812-1895) e popularizado por D.L. Moody. Curvar a Cabeça com os Olhos Fechados e Elevar a Mão em Resposta à Mensagem de Salvação - Billy Graham no século XX. Slogan “Evangelizar o Mundo em Uma Geração” – Inventado por John Mott por volta de 1888. Solo ou Música Coral Tocada Durante a Oferta – Prática inventada pelos Pentecostais do século XX. O Sermão - Sermão Moderno – Prática copiada dos sofistas gregos, os quais eram mestres em oratória e retórica. João Crisóstomo (347-407) e Agostinho (354-430) popularizaram a homilia greco-romana (sermão) e a tornaram central na fé cristã. Sermão de Uma Hora, Sermão Anotado, e Sermão Dividido em Quatro Partes – Invenções dos Puritanos do século XVII. O Templo - Edifício da Igreja – Começou com Constantino por volta de 327 d.C. Os primeiros edifícios de igreja inspiraram-se nas basílicas romanas as quais tiveram como modelo os templos pagãos. Espaço Sagrado – Os cristãos copiaram esta idéia dos pagãos nos séculos II e III. Os túmulos dos mártires eram tidos como “sagrados”. No século IV, foram erigidos edifícios de igreja sobre tais túmulos, isto originou os edifícios “sagrados”. Cadeira do Pastor – Deriva-se de cathedra, que era a cadeira ou trono do bispo. Esta cadeira substituiu o assento do juiz na basílica romana. Isenção de Impostos da Igreja e Clero Cristão – O Imperador Constantino isentou as igrejas do pagamento de impostos em 323 d.C. Ele isentou o clero do pagamento de impostos em 313 d.C., privilégio desfrutado pelos sacerdotes pagãos. Vitrais Coloridos – Foram primeiramente introduzidos por Gregório de Tours (538-593) e aperfeiçoados por Suger (1081-1151), abade de São Denis. Catedrais Góticas – século XII. Tais edifícios foram erigidos conforme a filosofia pagã de Platão. Campanário - Inspirado na antiga Babilônia e na arquitetura e filosofia egípcia, o campanário foi uma invenção Medieval popularizada e modernizada em 1666 pelo Sr. Christopher Wren em Londres. Púlpito – É utilizado na igreja cristã desde 250 d.C.. Vem do grego ambo, um púlpito usado tanto pelos gregos como pelos judeus para proferir monólogos. Banco de Igreja – Evoluiu entre os séculos XIII e XVIII na Inglaterra. O Pastor - Bispo Único (predecessor do pastor moderno) – Inventado por Inácio da Antioquia por volta de 115 d.C.. O modelo do bispo único não prevaleceu na igreja até o século III. A Doutrina do “Covering” - Foi inventada por Cipriano de Cartago (200-258), um anterior orador pagão. Retomada por Juan Carlos Ortiz da Argentina e pelo “Fort Lauderdale Five” dos Estados Unidos, criaram o chamado “Shepherding-Discipleship Movement” nos anos setenta. Liderança Hierárquica - Trazida à igreja por Constantino no século IV. Trata-se de um estilo de liderança herdado dos babilônicos, persas, gregos, e romanos. Clero e Leigo – A figura do “Leigo” surgiu pela primeira vez nos escritos de Clemente de Roma em 100 d.C. A figura do “Clero” surgiu pela primeira vez com Tertuliano (160-225). Pelo século III, os líderes cristãos foram universalmente chamados de “clero”. Moderna Ordenação – Evoluiu do século II ao século IV. Foi copiada do costume romano de ordenar funcionários públicos. A idéia do ministro ordenado como “homem de Deus” pode ser atribuída a Agostinho (293-373), Gregório de Nacianceno (329-389), e Crisóstomo (347-407). O Título de “Pastor” – Os padres católicos que viraram ministros protestantes não foram universalmente chamados de “Pastores” até o século XVIII pela influência dos Pietistas Luteranos. Os Costumes Dominicais - Cristãos Vestindo Suas “Roupas Dominicais” para ir à Igreja – Começou pelo século XVIII com a Revolução Industrial tornando-se prática comum durante o século XIX. Esse costume teve suas raízes nos esforços da emergente classe media de imitar seus contemporâneos ricos aristocratas. As Vestes Clericais – Tal costume foi iniciado em 330 d.C. quando o clero cristão adotou o traje dos funcionários públicos romanos. No século XII, o clero começou cotidianamente a usar roupas que os distinguiam das pessoas comuns.. A Roupa do Pastor Evangélico – Assim como a batina estudantil preta foi utilizada pelos ministros da Reforma, o terno formal preto tornou-se a veste típica do pastor moderno do século XX. O Colarinho (invertido) Clerical – Foi inventado pelo Reverendo Dr. Donald McLeod de Glasgow em 1865. O Ministério Musical - Coro - Foi provocado pelo desejo de Constantino de imitar a música profissional usada nos cerimoniais imperiais romanos. No século IV, os cristãos se inspiraram nos corais usados nos dramas e templos gregos. Coro Infantil – Iniciou no século IV, a idéia foi copiada dos coros de meninos usados pelos pagãos. Procissões e Rezas nos Funerais – Tais práticas se inspiraram no paganismo Greco-romano do século III. Grupo de Louvor – Foi iniciado em 1965 na Capela do Calvário, posteriormente padronizado pelo concerto de rock secular. O Dízimo e Salário Clerical. Dízimo – Não se tornou uma prática cristã generalizada até o século VIII. O dízimo teve origem no imposto de 10% usado no Império Romano e posteriormente justificado pelo Velho Testamento, com o argumento de que a Igreja Católica substituiu Israel, e os padres substituíram o sacerdócio levítico. Salários Clericais – Instituído por Constantino no século IV. O Prato de Coleta - O prato de esmolas surgiu no século XIV. A passagem do prato de coleta começou em 1662. O Porteiro - Começou com a Rainha Elizabeth I (1533-1603). O antecessor do porteiro é o zelador da igreja que remonta ao século III. O Batismo e Ceia do Senhor - Batismo Infantil - Tem raízes nas convicções supersticiosas que penetraram a cultura greco-romana, foi trazida à fé cristã no início do século II. No século V, foi substituído pelo batismo de adultos pelos católicos ortodoxos. Aspersão Substituindo Imersão – Começou no final da Idade Média nas igrejas Ocidentais. Batismo Separado da Conversão – Começou no início do século II como resultado da visão ritualistica de que o batismo era o único meio de perdoar pecados. A “Oração do Pecador” – Foi inventada por D.L. Moody (1837-1899) e tornou-se popular na década 1950-1960 com o tratado Peace With God de Billy Graham e posteriormente com As Quatro Leis Espirituais da Campus Crusade for Christ. Uso do Termo “Salvador Pessoal” – Foi disseminado por volta de 1805 por influência dos Revivalistas Fronteiriços e popularizado por Charles Fuller (1887-1968). A Ceia do Senhor que da Completa Refeição, o "Ágape", Restringiu-se ao Cálice e ao Pão - No final do século II como resultado da influência de rituais pagãos. A Educação Cristã. Seminário Católico – O primeiro seminário teve início como resultado do Concílio de Trento (1545-1563). O currículo era baseado nos ensinos de Tomás de Aquino, uma mistura de filosofia aristotélica, filosofia neoplatonica e doutrina cristã. Seminário Protestante – Iniciou em Andover, Massachusetts em 1808. Também foi construído nos ensinos de Tomás de Aquino. Colégio Bíblico – Influenciado pelo revivalismo de D.L. Moody (1837-1899), os primeiros dois colégios bíblicos foram o Missionary Training Institute (Nyack College, New York) em 1882 e o Moody Bible Institute (Chicago) em 1886. A Escola Dominical – Foi inventada por Robert Raikes na Inglaterra em 1780. Raikes não fundou a Escola Dominical com o propósito de fornecer instrução religiosa. Ele a fundou para dar uma educação básica às crianças pobres. O Pastor de Juventude – Foi inventado nas igrejas urbanas nas décadas de 1930 e 1940 visando preencher as necessidades de uma nova classe sociológica denominada “adolescentes” ou “teenagers”. A Abordagem ao NT. Cartas de Paulo Combinadas em um Cânon e Arranjadas em Ordem de Tamanho – Início do século II. Adição da divisão de Capítulos no NT – Universidade de Paris pelo professor Stephen Langton em 1227. Adição da divisão de Versículos no NT - Impressor Robert Stephanus em 1551, ao copiar o sistema adotado pelos judeus massoretas na Torah.
O que é Igreja?
O termo aceitar Cristo veio do "Aceite/decida por nosso produto, ou deixe-o". É a venda radical, gestão de choque, que não dá tempo para o cliente pensar se o produto é bom ou ruim.
Assinale a resposta correta: O que é a igreja?
1) É uma empresa prestadora de serviços religiosos, que usa o ser humano como recurso de enriquecimento.
2) É uma empresa estruturada visando satisfazer seus clientes.
3) É uma empresa com ISO9000 que procura fazer o melhor para agradar aos seus clientes.
4) É uma empresa em expansão, focada no aumento do número de clientes.
5) É uma empresa que apelidou de "liturgia" o show técnico de apelo emocional para cegar as pessoas, antes de aplicar o "conto do vigário" e tomar o dinheiro delas.
6) É uma empresa buscadora de clientes FIÉIS à manutenção financeira e operacional de suas atividades.
7) É uma empresa terceirizada com clientes interessados nos serviços prestados de Jesus, que na verdade, serão realizados por um suposto sacerdote.
8) É uma empresa que investe para aumentar seu patrimônio e a influência política de seus líderes neste mundo.
9) É uma empresa competente e competitiva, que prova pelo seu enriquecimento patrimonial que essa é a razão de sua existência.
10) É empresa que usufrui das estruturas sociais vigentes para o seu enriquecimento patrimonial.
11) É uma empresa que pratica a extorsão de forma sistemática e permanece impune.
12) É uma empresa maquiavélica que deseja eliminar os seus concorrentes do mercado através de todos métodos, legais ou ilegais.
13) É uma empresa marqueteira, que elimina o pecador arrependido que causou dano à sua imagem, e abraça políticos corruptos e safados.
14) É uma empresa sedutora que ludibria os clientes com coisas ilusórias e passageiras.
15) Todas as alternativas anteriores.
16) Nenhuma das anteriores, por que Igreja nunca foi uma instituição.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

15 - ACESSEM OS LINKS ABAIXO!

Parece que caminhamos para um abismo, um caminho sem volta, e aqueles que estiverem dispersos ou desatentos, sofrerão principalmente com o fator surpresa. Os fatos atuais caminham numa velocidade tão grande que enquanto os crentes e evangelícos estão se alegrando, comemorando e distraindo-se, o inimigo se prepara ferozmente e muitos que parecem ser vindos da parte de Deus, na verdade estão a serviço de satanás e a surpresa será grande naquele dia: Mateus 7:22-23 - V:22 " Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?" V:23 "E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." Aqui disponibilizei vários vídeos tirados da internet, primeiro mostrando distorções da Palavra de Deus, ligações estranhas entre evengélicos e os Illuminati e maçonaria e por fim a Nova ordem Mundial, veja todos os vídeos e PREPARE-SE!!!
O Tempo de Salomão em São Paulo:
http://www.youtube.com/watch?v=9HJS_LsPD4A&feature=related
A logomarca Illuminati na Convenção das Assembléias...:
Semelhança entre os templos e a maçonaria:
http://www.youtube.com/watch?v=MyO3otohJWg&feature=related
A realidade oculta por trás da copa do mundo de futebol:
http://www.youtube.com/watch?v=AALqfukOlcg&feature=related
Sistema financeiro americano e reporter abri a bico e fala de coisas ocultas: http://www.youtube.com/watch?v=NdF4r_lrIdQ&feature=related
FEMA (vc sabe o que é FEMA) comercial dublado, terrível:
http://www.youtube.com/watch?v=KlkiepzTTEE&feature=related
FEMA E COFFIN IN BRASIL, VEJA E DEPOIS PESQUISE O ASSUNTO: http://www.youtube.com/watch?v=3jxSZAO7Yf0&feature=related
A farça da destruição das torres gêmeas, na verdade foi um mega-sacrificio humano a satanás feito pelos poderosos do EUA, como a pedra fundamental para a criação da nova ordem mundial, muito mais terrível só não enxerga que não quer:
Sacrificio de crianças a moloch parte 1:
Sacrificio de crinças a moloch parte 2:
Papa e Lula propõe nova ordem mundial:
A nova ordem mundial pronta:

segunda-feira, 12 de julho de 2010

14 - PORQUE NÃO VOTO EM EVANGÉLICOS

Uma análise sobre o envolvimento dos cristãos bíblicos com a política. "Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" [2 Timóteo 2:4] - Autor: Humberto Fontes (setembro de 2008). Podem achar que é radicalismo da minha parte, que sou retrógrado, alienado político ou o que for; mas não voto em candidato algum já há algum tempo, anulando meu voto, pois não vejo ninguém digno de ser eleito neste país, tendo em vista tanta corrupção que presenciamos. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" [Jeremias 17:5]. Acima de tudo, como sou um cristão bíblico, não vejo qualquer base para participar do sistema corrupto deste mundo, que jaz no maligno, pois: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno." [1 João 5:19]. Diante disto, mesmo sendo crente, NÃO VOTO EM EVANGÉLICO! Devemos nos lembrar que, como igreja: "... a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo." [Filipenses 3:20].
Temos de votar por obrigação legal; mas, creio que o crente não deve tomar parte na política, sob nenhuma forma, nem elegendo os oportunistas e muito menos sendo candidato: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." [1 João 2:15]. Sabemos que Deus é quem coloca as autoridades no poder (Daniel 2:21; Romanos 13:1-2) e, sendo assim, Sua vontade é perfeita e nosso voto não vai mudar ou melhorar as coisas, pois a Bíblia nos mostra que este mundo não vai melhorar. Pelo contrário, só vai piorar, pois: "... os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." [2 Timóteo 3:13]. Infelizmente, a igreja também irá de mal a pior, porque: "O Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios." [1 Timóteo 4:1]. Um dos motivos que me levam a escrever sobre este tema tão polêmico é devido ao fato de eu já ter passado por um problema envolvendo política, em uma igreja, na qual minha esposa e eu congregávamos. Na ocasião, foram arrecadados, pelos irmãos, vários brinquedos para serem doados a uma comunidade carente.
Para a nossa surpresa e espanto, no dia da entrega dos presentes às crianças, o “pastor” e sua família compareceram vestidos com a camisa de uma candidata ao cargo de Vereador (que, pasmem, era a própria esposa do “pastor”!), transmitindo à comunidade, a “mensagem subliminar” de que quem estava doando os brinquedos era a tal candidata e não a igreja. Aquilo foi um verdadeiro TERROR! Mesmo se eu votasse em alguém, JAMAIS VOTARIA EM EVANGÉLICOS para ocuparem cargos políticos (muito menos em pastores!), pois é sabido que o poder corrompe e crente não deve participar desse jugo desigual: "Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." [Lucas 16:13]. Os exemplos que já tivemos de políticos evangélicos foram escandalosos demais (deputados sanguessugas, ambulâncias superfaturadas, dinheiro escondido na cueca de certos políticos-bispos, até malas cheias de dinheiros provenientes dos dízimos dos fiéis, etc.) e não quero ser cúmplice desses escândalos e nem vê-los repetidos. Como diz um famoso âncora de notícias: “Isto vergonha!”é uma.
Esses políticos causaram escândalos ao evangelho e ao nome Santo do Senhor, comprovando que aqueles que neles confiaram, foram ludibriados. A Bíblia diz: "Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" [Mateus 18:7]. Mas, se mesmo assim, algum evangélico pretende concorrer nas eleições, como uma atividade secular, que faça isso sem confundir as coisas; isto é, sem misturar seus interesses políticos (por melhores que sejam) com o Corpo de Cristo, a igreja. Quando o candidato é um pastor, a complicação é ainda maior. É absolutamente impressionante a quantidade de pastores concorrendo aos cargos eletivos nas eleições deste ano. Não quero favorecer os oportunistas, "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples." [Romanos 16:18].
Como se não bastasse o fato de o meio político ser corrupto e ser um jugo desigual (não sendo, portanto, lugar para um crente), as responsabilidades pastorais não são pequenas, de forma que é ridículo um pastor pensar que conseguirá conciliar seu ministério com o desempenho de funções políticas. A Bíblia assim nos exorta: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” [2 Coríntios 6:14-15]. [1] Visto que o desempenho de cargos políticos é, na maioria das vezes, visando um bom salário (e o enriquecimento freqüentemente ilícito), vantagens pessoais, tráfico de influência e prestígio social (além de 'poder'), é bom lembrarmos que "Convém que o bispo [pastor] seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância." [Tito 1:7; ênfase adicionada]. A Bíblia nos mostra vários deveres dos pastores, dentre eles: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina... sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." [2 Timóteo 4:2, 5]. Diante disso, acho difícil sobrar tempo para comícios, campanha, trabalhos políticos, etc. Em minha cidade, há certo pastor e candidato a vereador que, quando se apresenta no horário eleitoral gratuito, usa a seguinte vinheta: "Tenho uma visão celestial" (sic). Dá para acreditar em um sujeito desses? Outros candidatos, durante a propaganda eleitoral, declaram ser evangélicos e usam a igreja, a religião, a boa fé dos irmãos e, ainda por cima, o nome Santo de Jesus Cristo, para pedir votos. Quanta blasfêmia! Outros candidatos freqüentam várias igrejas durante o período das eleições, em horários de culto (de preferência se a igreja estiver cheia!), para conseguirem ocupar os púlpitos e fazerem suas campanhas. E o pior é que existem pastores que cedem seus púlpitos para esse “fim” (É realmente o fim!). Somos chamados por Deus para anunciar o evangelho e não para participar do sistema político corrupto deste mundo. A Bíblia diz: "Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." [Tiago 4:4].
Muitos candidatos evangélicos se dizem preocupados com as questões sociais, como a miséria, a fome, a necessidade de moradia, educação e outras palavras da moda, tão comuns em épocas de eleição. Mas, no que muitos crêem, na verdade, é no “evangelho social”. Pensam que é encargo da igreja acabar com a pobreza do povo, alimentar os pobres, etc. Como nos diz T. A. McMahon, na TBC 9/2008: “A história do Evangelho Social é, em quase cada caso, uma séria tentativa dos cristãos para fazerem o que eles supõem que honrará a Deus e beneficiará a humanidade. Em cada caso, porém, a realização prática de 'beneficiar a humanidade' tem comprometido a fé bíblica e desonrado a Deus. Por quê? Porque Deus não deu à igreja a comissão de resolver os problemas do mundo. Os que tentam fazê-lo, resvalam na falsa premissa, conforme Provérbios 14:12: 'Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.' Além disso, os problemas do mundo são apenas um sintoma da raiz chamada PECADO. [3] Quando Judas Iscariotes viu Maria ungir os pés de Jesus, com um arrátel de ungüento de nardo puro, pensando no valor daquele perfume exótico, hipocritamente sugeriu que teria sido melhor vender o produto para dar o dinheiro aos pobres. Mas o Senhor Jesus respondeu: "Os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes" [João 12:8], mostrando que a pobreza sempre existirá. Não estou dizendo que devamos nos omitir na ajuda aos pobres e em fazer caridade. Embora as boas obras e a caridade não salvem, elas são demonstrações de amor ao próximo e evidências exteriores (2 Pedro 1:5-9) de que a pessoa é convertida ao Senhor Jesus Cristo. Mas, não devemos confundir as coisas! A missão da igreja é EVANGELIZAR (Mateus 28:19; Marcos 16:15) e não pensar que vai erradicar a pobreza do mundo e resolver os problemas sociais (como vem propondo Rick Warren, com seu ecumênico plano P.E.A.C.E.), fazendo dessas questões sua meta principal; pois esta é tarefa do governo e não da igreja. Como igreja, temos a solução para os problemas da alma, que é o alimento espiritual (o evangelho, que sacia a fome espiritual) e não para os problemas do corpo (fome material)! Além disso, o maior problema da humanidade é o PECADO, que é a causa das injustiças sociais, desigualdades e a fome! [2] Nunca vi tantos candidatos evangélicos como nas eleições deste ano. É lamentável! A maioria deles provém de denominações pentecostais ou carismáticas. Eles, equivocadamente, crêem que os cristãos têm a missão de conquistar o Brasil (e o mundo!) para Cristo. Crêem que "... a ‘verdadeira igreja’ seria reconstruída, nos últimos tempos, sob a liderança de um novo grupo de 'profetas e apóstolos’, que se caracterizariam pela utilização dos sinais e maravilhas restaurados e que essa igreja (apóstata, diga-se de passagem!), reconstruída dos últimos tempos, prepararia então a Terra para o Rei Jesus Cristo, que governaria (somente então) o mundo." [4]. Além disso, eles acham que atingirão esse objetivo mais facilmente se ocuparem os cargos governamentais; pois, segundo eles, somente quando o mundo for conquistado pela igreja é que Jesus Cristo retornará. Essa crença, totalmente sem base nas Escrituras, provém do catolicismo romano, sendo conhecida como "Teologia Reconstrucionista" ou "Teologia do Domínio" que, dentre outras coisas, diz que: "Jesus Cristo não poderá retornar à Terra, até que a igreja tenha retomado o domínio, obtendo o controle das instituições governamentais e sociais". (Al Dager, Vengeance is Ours; The Church in Dominion") [Nota: O Dominionismo está contribuindo para a implantação da agenda global do Anticristo.] [5] Eles acham que haverá um grande reavivamento nos últimos tempos e, somente então, o Senhor retornará. No entanto, a Bíblia diz exatamente o oposto: "... Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" [Lucas 18:8]. Em vez de um grande reavivamento, haverá nos últimos tempos a grande apostasia, logo após a qual, surgirá o maior político de todos os tempos (o anticristo – Veja Apocalipse 13:1-10), para governar este mundo. Paulo disse: "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." [2 Tessalonicenses 2:3]. A igreja já terá sido arrebatada nesta ocasião. Mas, quem sabe, os políticos evangélicos poderão, finalmente, governar junto com o anticristo no governo mundial? Que Deus tenha misericórdia deles! Na Bíblia, lemos também que, quando os fariseus quiseram surpreender Jesus Cristo, em alguma palavra, eles O indagaram sobre questões políticas, especificamente sobre a pesada tributação que era devida ao governo romano; ao que Ele respondeu: "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." [Mateus 22:21]. Jesus Cristo deixou muito clara Sua posição quanto à importância da total separação entre a política e as questões espirituais (Estado X igreja), mostrando que todos devem se submeter ao governo, mesmo com toda a opressão e carga tributária impostas na época (tanto por parte dos romanos, quanto por parte dos escribas e fariseus). Quando Pilatos confrontou politicamente Jesus Cristo, este lhe respondeu: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui." [João 18:36]. Quem gosta de união entre igreja e Estado é a Igreja Católica Romana, uma variedade de cristianismo que não se sacia nunca com o poder secular, sendo, inclusive, um país (o Vaticano) e, se preciso, lança mão das armas para calar seus opositores, como nos mostra a história. (Veja a história das Cruzadas, a Inquisição, o Holocausto, a Sociedade dos Jesuítas, etc.).
Paulo, também, nos diz que, além de obedecermos às autoridades, temos de honrar nossas obrigações, impostos e tributos: "Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra." [Romanos 13:7]. É triste dizer, mas muitos cristãos também estão em falha aqui, por causa do endividamento em suas vidas pessoais. Como é Deus quem coloca as autoridades no poder (Daniel 2:21), precisamos nos sujeitar às mesmas: "Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação." [Romanos 13:1-2]. Devemos também respeitar os governantes e obedecer às leis do país (Romanos 13:3; Tito 3:1; 1 Pedro 2:17), desde que elas não sejam contrárias à Palavra de Deus, que é nossa lei máxima. Devemos nos lembrar que mesmo que tenhamos governantes corruptos, desonestos, ditadores, descrentes, etc., Deus é soberano e todas as coisas que acontecem no mundo cumprem Seus planos, mesmo quando os ímpios estão no poder. A Bíblia nos mostra isso claramente e a história também o confirma! Mesmo quando os maiores tiranos perseguiram o povo de Deus (seja na época do Antigo Testamento, com Israel, ou no Novo Testamento, com os crentes/igreja), sempre prevaleceram os desígnios do Senhor (veja o caso do próprio Satanás, do Faraó do Egito no tempo do Êxodo, de Saul, Hamã, Herodes, Hitler, o Vaticano com suas Cruzadas e a Inquisição, etc.). Mesmo com toda a perseguição que houver contra a igreja, podemos ficar tranqüilos, pois: "... as portas do inferno não prevalecerão contra ela." [Mateus 16:18]. Em muitos casos, foi nos momentos de maior perseguição contra a igreja que o evangelho mais se difundiu. Com a perseguição aos primeiros cristãos, o evangelho foi propagado por vários lugares: "Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra." [Atos 8:4]. A conseqüência foi: "E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor." [Atos 11:21]. Sendo boas ou más as autoridades, a Bíblia nos exorta a orarmos por elas, para que tenhamos tempos de paz: "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade." [1 Timóteo 2:1-2; ênfase adicionada]. Mas, se mesmo assim, as perseguições vierem contra nós, devido a governos tiranos, devemos nos consolar com o que disse o apóstolo Paulo: "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." [2 Timóteo 3:12]. Faço minhas as palavras do autor cristão Dave Hunt: "A igreja primitiva não fazia alianças com os apóstatas, hereges e não cristãos, nem mesmo em causas aparentemente louváveis. Não há tempo a perder e precisamos escolher nossas prioridades. Vamos gastar nosso tempo e recursos em parceria com o mundo, na política e na ação social, ou vamos pregar o evangelho, batalhando diligentemente pela fé? Do Gênesis até o Apocalipse, somos instruídos a permanecer fiéis, seguindo o Senhor, com um coração puro, jamais nos desviando do caminho estreito. O mandamento de Cristo para cada cristão é: 'Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.' Suas ordens são para cada cristão marchar." [6] Não adianta alguém mostrar exemplos do Antigo Testamento, como José, Davi, Salomão, Daniel, etc., que estiveram em evidência ao ocuparem cargos públicos em suas épocas; esses exemplos dizem respeito a Israel, que era uma nação teocrática, e não à igreja (Filipenses 3:20) e, portanto, não servem de desculpas para os evangélicos ocuparem cargos políticos em nosso tempo. É bom nos lembrarmos que em Salmos 144:15, a Bíblia diz: "Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor" e não "Bem-aventurado é o povo cujos governantes são evangélicos!" Por fim, não nos esqueçamos que: "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." [Tiago 1:27]. Notas Finais:
1. Para ter uma noção desses que servem a dois senhores (a igreja e o Estado), leia alguns artigos do seguinte blog, que mostra o resultado do envolvimento de alguns pastores com o governo atual e o resultado desse casamento em jugo desigual:
http://www.horadaverdade.com/blogdopastor/index.php?serendipity%5Baction%5D=search&serendipity%5BsearchTerm%5D=silas+malafaia
2. Mac Dominick, série de artigos "Pragmatismo na Igreja" em que o autor analisa os planos de Rick Warren; disponível em: http://www.espada.eti.br/pragmatismo.htm
3. T. A. McMahon, TBC de setembro de 2008: "The Shameful Social Gospel" (O Vergonhoso Evangelho Social), tradução de Mary Schultze, disponível em: http://www.cpr.org.br/Mary.htm
4. Mac Dominick, no artigo “Pragmatismo na Igreja: Uma Religião Orientada Para Resultados e Que Abre a Porta Para o Anticristo — Uma Apostasia com Propósitos”, Capítulo 5: O Movimento Carismático, disponível em: http://www.espada.eti.br/n1506cap-5.asp
5. Sarah Leslie, artigo: "O Dominionismo e a Ascensão do Imperialismo Cristão", tradução de Mary Schultze, disponível em: http://www.cpr.org.br/dominionismo.htm.
6. Dave Hunt, TBC de julho de 2008: "In the Name of Jesus", tradução de Mary Schultze, disponível em: http://www.cpr.org.br/em_o_nome_de_jesus.htm
Fonte: http://www.espada.eti.br/politica.asp

sexta-feira, 9 de julho de 2010

13 - CALANDO OS HEREGES E SEUS SEGUIDORES!

Há pessoas que ficam furiosas quando vêem textos pela web que visam refutar doutrinas heréticas que certos líderes idolatrados pregam, ao lerem uma defesa bíblica dos princípios do Evangelho ficam descontroladas e ensandecidas, querem amaldiçoar, crucificar, creio eu que alguns queiram até matar. O grande problema é que estes leitores idólatras não compreendem o motivo pelo qual tantos apologistas, escritores, teólogos ou simples blogueiros escrevem contra as maracutaias e bagunças doutrinárias dos falsos mestres, em seu amor cego à uma denominação ou pregador, deixam de pensar biblicamente. Ninguém escreve ou prega contra os falsos ensinos apenas para ganhar audiência, se assim fosse, Paulo poderia ser considerado um malandro ganancioso que apenas queria fama e glória humana, mas podemos perceber nas frases do apóstolo que ele tinha um zelo especial pelo Evangelho e que defendê-lo era o mesmo que pregá-lo. Se Paulo fosse blogueiro hoje, com toda a certeza, ele seria chamado de caluniador, difamador, zombeteiro (por sua dose ácida de sarcasmo e ironias em certos pontos) e invejoso.
Procuramos defender o Evangelho de Cristo através da internet não pela audiência, até mesmo porque falar contra os modismos e heresias é espinhoso e recebemos muitos ataques da parte de quem ama os falsos mestres, defendemos o Evangelho porque é um dever de todo autêntico cristão, não podemos simplesmente ficar calados diante de todas as mentiras que vemos todos os dias (Jd 1.3, 4). Paulo escreveu sua epístola à Tito com uma séria advertência: ele deveria por a casa em ordem e escolher homens para o presbitério na região de Creta, que não apenas tivessem boa reputação, mas também que dominassem as Escrituras para defenderem a sã doutrina e para calarem os falsos mestres que estavam causando grandes estragos com seus falsos ensinos ( Tt 1.1-11). Paulo deixou bem claro que era conveniente “tapar a boca” (vs. 11) aos ensinadores de heresias, para isso eram necessários homens que retivessem a fiel palavra, afim de admoestar e convencer os contradizentes (vs. 9). Ora, não é exatamente isso o que muitos blogueiros estão a fazer? Não estão denunciando os abusos eclesiásticos? Não estã denunciando as mentiras religiosas? Não estão pondo o dedo na ferida dos fariseus cegos em sua falsa espiritualidade? Não estão convencendo até mesmo os que outrora estavam enganados e contradizendo o Evangelho de Cristo? Então porque tanto ódio por parte dos seguidores fiéis de hereges? Nossa missão enquanto cristãos é lutar contra o império das trevas, pregando o verdadeiro Evangelho e desconstruindo todos os falsos conceitos acerca das Escrituras e acerca de Cristo, afim de que almas sejam salvas do engano e o Evangelho permaneça intacto. Convém que permaneçamos escrevendo contra os falsos ensinos, convém tapar a boca dos falsos mestres! Deus te abençoe!
Fonte:http://romanos5.wordpress.com/2010/07/08/calando-os-hereges-e-seus-seguidores/

sexta-feira, 2 de julho de 2010

12 - MOVIMENTO G-12: UMA NOVA REFORMA OU UMA VELHA HERESIA?

Por: Jôer Corrêa Batista que é ministro presbiteriano e professor de Novo Testamento no Seminário Presbiteriano Brasil Central, em Goiânia.
Não foi surpresa! Aliás, era até mesmo previsível. Dada a situação em que se encontram os púlpitos e, em conseqüência, o ensino em muitas igrejas evangélicas, era de se esperar que a qualquer hora uma nova onda viesse agitar o mar calmo da negligência pastoral. O surgimento de um novo movimento ou onda denominado G-12 não foi em nada surpreendente. Reunindo várias doutrinas há muito conhecidas dos evangélicos, o G-12 apresenta-se como a proposta eclesiástica do próximo milênio. A julgar pelo conteúdo doutrinário, não há quase nada no G-12 que mereça uma nova análise, posto que já foi abundantemente estudado. O que tem surpreendido é a rapidez e facilidade com que a onda se espalha entre as igrejas, inclusive históricas, e as estratégias psicológicas usadas nos encontros. A maioria dos participantes desconhece a origem do movimento, bem como suas propostas. Fascinados pelo impacto emocional e o aparente resultado imediato, vêem o G-12 como a esperança de se alcançar a unidade da igreja e uma reforma estrutural. Segundo alguns proponentes, o modelo eclesiástico denominado células é uma Segunda Reforma, nada perdendo em intensidade para a Reforma Protestante do Século XVI.1 O propósito deste artigo é demonstrar que G-12 não traz uma nova reforma, mas sim, velhas doutrinas como teologia da prosperidade, confissão positiva e maldição hereditária, entre outras. Assim, o que se propõe é verificar a origem e as propostas doutrinárias do movimento, com base em suas próprias afirmações. Não nos dedicaremos aqui a discutir as questões metodológicas dos encontros. Apesar da importância dos mesmos, o foco central tem sido negligenciado nas discussões quando estas giram somente em torno das questões técnicas e psicológicas dos encontros. Este é apenas um componente do complexo movimento G-12. I. HISTÓRIA: Todos os proponentes do modelo G-12 admitem que o movimento teve seu início com a visão recebida por César Castellanos Domínguez.2 Castellanos é pastor da Missão Carismática Internacional, que ele fundou depois de um período de frustração com o seu próprio ministério. Desiludido com os resultados do seu trabalho, ele aplicou o modelo de igrejas em células de Paul Young Choo, alcançando resultados mais satisfatórios. Porém, em 1991, segundo as suas próprias informações, ele recebeu uma visão que iria mudar definitivamente o seu ministério e a sua igreja. Conforme ele relata: Em 1991, sentimos que se aproximava um maior crescimento, mas algo impedia que o mesmo ocorresse em todas as dimensões. Estando em um dos meus prolongados períodos de oração, pedindo direção de Deus para algumas decisões, clamando por uma estratégia que ajudasse a frutificação das setenta células que tínhamos até então, recebi a extraordinária revelação do modelo dos doze. Deus me tirou o véu. Foi então que tive a clareza do modelo que agora revoluciona o mundo quanto ao conceito mais eficaz para a multiplicação da igreja: os doze. Nesta ocasião, escutei ao Senhor dizendo-me: Vais reproduzir a visão que tenho te dado em doze homens, e estes devem fazê-lo em outros doze, e estes, por sua vez, em outros! Quando Deus me mostrou a projeção de crescimento, maravilhei-me.3 Após ter implantado o modelo, a Missão Carismática Internacional experimentou um surpreendente surto de crescimento. Isto chamou a atenção de líderes no Brasil, os quais, movidos pelo interesse de alcançar crescimento semelhante, implantaram o modelo em suas comunidades e o têm difundido entre as igrejas evangélicas brasileiras. Dois aspectos precisam ser observados quanto à implantação do movimento no Brasil. Primeiro, a chamada Igreja em Células, como estratégia de crescimento da igreja, não é nova no Brasil, tendo sido aplicada há vários anos. Então, qual seria o fator determinante para o crescimento? Aponta-se como elementos distintivos e, portanto, determinantes, o número exato de doze discípulos e os encontros de três dias.4 Nota-se assim porque tais elementos do modelo são os mais enfatizados. Em segundo lugar, é importante observar que, ao ser implantado no Brasil, tanto o Modelo G-12 como o Encontro foram adaptados, passando por modificações como, por exemplo, o sigilo do Encontro (ou Pacto de Legalidade e Silêncio), que é característica peculiar ao modelo brasileiro. Os principais proponentes do G-12 no Brasil são Valnice Milhomens e Rene Terra Nova, ambos considerando-se legítimos discípulos de César Castellanos. Valnice afirma ter recebido autoridade por delegação de Castellanos.5 Terra Nova, semelhantemente, diz exercer tal autoridade espiritual por delegação do mesmo Castellanos.6 II. FUNCIONAMENTO: Apesar das diferenças existentes no movimento, alguns pontos básicos são comuns. O modelo é estruturado a partir de uma dinâmica definida como Escada do Sucesso.7 Em suma, o processo pode ser resumido em quatro etapas: 1 - Evangelização, 2 - Consolidação, 3 - Treinamento, 4 - Envio. A Evangelização acontece nas células, que têm como referencial o número 12. Assim, quando uma célula alcança o número de 24 pessoas em suas reuniões, ela se subdivide. A outra característica é que, a princípio, a célula ocupa o papel de ensino e formação da igreja, restando ao culto comunitário o papel de celebração. Consolidação é a etapa na qual a fé do indivíduo é alicerçada ou definitivamente assegurada. É nesta etapa do processo que o Encontro é realizado. Desta forma, fica evidente que o propósito do Encontro não é primariamente a evangelização, sendo inclusive recomendado que se certifique a conversão do candidato antes de sua participação.8 Basicamente, o Encontro tem dois objetivos. Primeiro, efetivar a fé do novo convertido, através de libertação e quebra de maldições. Em segundo lugar, conduzir à visão aquele que se converteu por métodos anteriores ao G-12, ou seja, fazer a transição do modelo eclesiástico antigo para o G-12. A isto denominam transicionar ou receber a visão. O Encontro é um retiro de dois dias e de natureza homogênea que ocorre durante um fim de semana, sendo precedido e seguido de quatro reuniões, normalmente semanais (pré e pós-encontro). São nove horas de palestras acompanhadas de extremo rigor disciplinar, inclusive com proibição de intercomunicação, o que provoca uma forte reação emocional e resultados aparentemente surpreendentes.9 O Treinamento é realizado pela escola de líderes de cada igreja. Aqui são preparados os discipuladores que irão dirigir as células e executar o programa de discipulado. A tendência é de cursos breves de baixa qualidade. O objetivo é que cada participante ou seguidor do G-12 alcance os seus 144 discípulos. Por fim, ocorre o Envio, quando os líderes treinados assumem a liderança de grupos em células, sempre de 12 pessoas, as quais estarão em treinamento para assumirem liderança. Quanto ao funcionamento, é importante observar ainda que o G-12 é um movimento que não propõe a filiação de seus participantes à igreja realizadora do evento. É possível ser um dos doze de algum discipulador e permanecer membro de uma igreja histórica que não tenha se enquadrado no modelo, por exemplo. Dessa forma, o movimento, através de seus Encontros, tem uma penetração mais eficiente no seio das igrejas, e permite aos líderes da região exercer controle sobre membros de outras igrejas sem que eles se desvinculem das mesmas. III. INTERPRETAÇÃO BÍBLICA, REVELAÇÕES E EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS: O movimento segue as tendências contemporâneas de interpretação,10 mais especificamente a subjetividade e relatividade na interpretação e aplicação dos textos bíblicos. De fato, tanto o Modelo como o Encontro parecem bíblicos, se considerarmos o volume de citações e alusões a textos bíblicos neles contidos.11 Naturalmente, os participantes e proponentes do modelo também afirmam que a sua base teológica é a inerrância das Escrituras, que são aceitas como regra de fé e prática. A diferença está em seus princípios de interpretação. Três princípios podem ser observados. O primeiro implica na ambigüidade do entendimento dos textos. Em outras palavras, os textos são tratados de forma relativa, podendo adquirir significados múltiplos. Não se trata de um sensus plenior da passagem, mas de diversos sentidos dados a uma mesma passagem, que é entendida, assim, de forma ambígua.12 Por exemplo, em Habacuque 2.2 a palavra visão é entendida de diferentes maneiras, significando ao mesmo tempo a visão recebida pelo profeta Habacuque, visões literais recebidas atualmente pelas pessoas, e visões não-literais, mas que implicam em um desejo ou uma forte convicção, frutos da capacidade de projetar o futuro.13 Estes dois últimos sentidos são usados e justificados pelo texto de Habacuque e outros. Portanto, não é simples entender o que significa adquirir a visão conforme propõe o movimento. Pode significar o entendimento correto da Escritura, bem como desenvolver a capacidade de buscar objetivos ainda não concretizados ou, finalmente, abraçar a visão recebida por César Castellanos. O Encontro e suas fases não são só para os novos crentes, mas também para líderes que querem implantar a visão de células de multiplicação e de grupos de 12. Para essa visão é necessário uma grande disciplina, disposição e acima de tudo experiência com o Senhor Jesus.14 O segundo princípio pode ser definido como uma espécie de hermenêutica freudiana.15 Mais que alegórica, ela é simbólica. Com base em um subjetivismo extremado, as passagens bíblicas são aplicadas dando-se aos detalhes significados teológicos e práticos, como vemos no Manual do Encontro: “...Saíram, pois, da cidade e foram ter com ele” (Jo 4.30). É necessário sair para encontrar-se com Jesus... Saímos da cidade para termos um encontro com Ele. Abraão, Moisés, Jesus saíram da cidade. Nós precisamos sair da agitação para nos encontrarmos com Ele.16 Observe-se que, na tentativa de justificar o Encontro, o texto bíblico não foi apenas alegorizado, mas ganhou além de um significado teológico um sentido simbólico que expressa desejo, obediência e até mesmo fé. O Encontro incentiva, portanto, uma utilização simbólica da Escritura e reúne em torno de si um conjunto de ritos, práticas e procedimentos entendidos como bíblicos, mas de natureza mística. O terceiro princípio é a subjetividade na aplicação, uma espécie de interpretação romântica da Bíblia.17 Por esse princípio, as perspectivas históricas e literárias são abandonadas e o centro da interpretação passa a ser a experiência subjetiva, intimista e mística do intérprete. Por esta via, todos os textos se aplicam a todas as pessoas, sob qualquer aspecto. Nessa ocasião ouvi a voz de Deus, quando me disse que fosse ao Jordão para me batizar novamente, e inclusive me mostrou quem deveria fazê-lo: um missionário mexicano que logo me compartilhou que, quando sua mãe estava grávida, um profeta orou mostrando: Este menino que vai nascer terá o ministério de João Batista. Quando saí das águas, senti literalmente no espírito que os céus se abriram e que Deus enviava seu Espírito.18 Essas práticas são comuns no movimento e demonstram uma aplicação da Escritura que cede sua objetividade à subjetividade pessoal e tendenciosa do intérprete. Neste caso, observamos que a Escritura é afastada de sua posição de única regra de fé e prática, e agora tal autoridade é compartilhada com as revelações recebidas pelos proponentes do G-12.
As mesmas regras de interpretação são aplicadas às revelações contemporâneas. A única base do Modelo G-12 é a visão e a revelação dadas a César Castellanos. Daí, tanto a fé como a vida cristã são conduzidas por revelações recebidas pelos líderes. Decisões práticas, como casar-se ou não, são tomadas por meios de visões ou revelações. Recordo-me de situações tão concretas como a revelação do dia em que ela se converteria à vida cristã e o momento em que depois de pedir outros sinais, o Senhor me disse com voz audível...19 Desde aí tive o convencimento de que realmente Deus lhe falava (a César), que era um homem de fé, a quem o Espírito Santo comunicava as coisas de forma direta... Sempre desejei escutar a voz de Deus, da mesma maneira que meu esposo conseguia...20 Tais decisões são chamadas de decisões transcendentais21 e regem a vida cristã. A natureza mística das mesmas é definida de maneira precisa por César Castellanos: “A Missão Carismática Internacional é uma igreja eminentemente profética. Teria que sê-lo por duas razões: a primeira, seu início foi determinado por uma palavra profética dada diretamente por Deus a este seu servo...”22 Essa subjetividade subjuga a Escritura aos critérios humanos. As pretensiosas visões e revelações diretas determinam a doutrina da igreja e a conduta pessoal. Não há limites para a imaginação humana. Como afirma Valnice: “Deus trabalha com visões; onde não há visão não há obra. Todas as realizações começam com visões.”23 A este arsenal de revelações cotidianas, seguem-se inúmeros casos de experiências inexplicáveis de natureza mística. Ressurreições, arrebatamentos e cerimônias são detalhadamente descritos em obras dos líderes do movimento. Fazem parte do dia-a-dia da fé proposta pelos agenciadores do G-12. Não nos surpreende o dualismo presente nessas revelações, bem como nas suas interpretações. A surpresa advém do fato de que os líderes avocam para si uma credibilidade acima de qualquer crítica. O questionamento de suas experiências é quase sempre descrito como incredulidade e oposição a Deus. Observe-se a avaliação que Valnice faz de uma de suas visões, quando, segundo ela, Deus lhe mostrou duas igrejas, a fiel – Jerusalém – e a infiel – Roma. Jerusalém representa o lugar onde a Palavra de Deus é integralmente obedecida, sem questionar, e o Espírito é o Senhor Absoluto na Igreja. Roma é o lugar da lógica, da razão, onde a filosofia vai construindo uma estrutura de raciocínio que leva ao questionamento da Palavra de Deus.24 Além de promover a separação entre a fé e a razão, fica evidente que a visão do líder é inquestionável. Em qualquer outra situação essa posição seria classificada como fanatismo. IV. A TEOLOGIA DO MODELO G-12: Como já dissemos a teologia do movimento e do encontro não nos trazem muitas novidades em termos de propostas, mas reeditam o conjunto de doutrinas propaladas pelo néo-pentecostalismo. Duas observações podem ser feitas a título de introdução. Em primeiro lugar, a inconsistência ou incoerência de suas doutrinas sequer é observada pelos seguidores do movimento, o que demonstra mais uma vez a fragilidade das igreja evangélicas. Em segundo lugar, o mérito do G-12 talvez seja ter levado algumas doutrinas do néo-pentecostalismo às últimas conseqüências. A. Antropologia: Um bom ponto de partida para a análise do movimento é a sua antropologia. Sob a influência pós-moderna, o homem preconizado pelo G-12 é fruto do que David Herrero chama de espírito romântico,25 como ele mesmo descreve: “O Homem Romântico não é apenas inerentemente bom, mas é também divino. De acordo com a filosofia que permeia a antropologia romântica, entre Deus e o homem há uma identidade básica.”26 Pelas suas afirmações, César Castellanos deixa claro que a sua perspectiva do ser humano é fatalmente comprometida com esse antropocentrismo, se não dos demais, pelo menos de si mesmo. Ele afirma: Experimentei meu espírito se desprendendo do corpo. Lutei; porém uma força invisível manejava minha alma. De repente, veio à minha mente a prova do mês anterior e recordei-me das palavras “não é hora!” Apropriei-me delas e disse: Senhor não é possível que tu permitas esta morte, não é hora, Tu precisas de mim na terra, dá-me forças para regressar ao meu corpo e poder levantá-lo em teu nome.27 Em outra ocasião o Espírito Santo lhe diz, após ele ter orado entregando a direção da igreja ao próprio Espírito: E por que tardaste tanto para decidi-lo? Porque até agora tu eras o pastor e Eu teu auxiliar? Tu me dizias Espírito Santo abençoa esta pessoa e esta obra, abençoa o que vou pregar, abençoa a igreja e eu tinha que fazê-lo.28 Maior arrogância encontramos nas afirmações de Valnice: “Tudo que sai da boca de Deus é um decreto, pois emitido por uma autoridade, cuja palavra tem força de lei, seus decretos são acompanhados de seu cumpra-se.”29 Tal ensino é seguido por sua própria experiência pessoal. Ao referir-se à atitude que tomou ao avaliar o horário das 18:00 h como momento de adoração a Maria, ela declara: Pai, como autoridade espiritual nesta nação, revogo o decreto de Roma e estabeleço um outro decreto...30 O milagre ocorre quando eu libero o poder do Espírito Santo. E então ocorrem milagres, pois as pessoas são transformadas.31 Esta não é uma característica isolada, mas é notada nos vários líderes que aderiram ao movimento,32 demonstrando ser um espírito da época. Contudo, não são apenas aqueles que estão com Deus que parecem gozar desse status. Quanto aos que se opõem ao G-12, afirma-se: Pode-se dizer que o pastor que não entre nesta dimensão está matando o progresso do evangelho em sua área... Quem não se reproduz está afetando a possibilidade de conversão de milhares de vidas.33 É óbvio que os proponentes afirmam crer na soberania de Deus; contudo, suas propostas são inconsistentes com as doutrinas mais elementares da Escritura, como por exemplo a onipotência de Deus. Por esse caminho, a independência divina fica prejudicada e Deus se torna dependente da vontade humana. Além da relação com Deus, um outro aspecto no qual os líderes do G-12 expressam a sua divinização é quanto aos espíritos malignos. As ações dos espíritos malignos dependem da conduta humana: “Todo pecado é uma quebra de comunhão com Deus. Cada nível de pecado libera uma quantidade de demônios, cada pecado atrai uma maldição.”34 Assim, meus atos têm o poder de liberar (não se sabe bem de onde) demônios que estavam presos (não se sabe por quem ou para quê). B. Soteriologia: A conseqüência final dessa exaltação humana é a descaracterização da pessoa e obra redentora de Deus e, por contraditório que pareça, a exaltação do homem e de Satanás. A segurança do crente é reduzida ao acaso, ou, na melhor das hipóteses, à sua conduta e autoridade espiritual. O fato de a Escritura nos ensinar que somos guardados por Deus (Sl 121) e que Jesus nos guarda (Jo 17.12) é totalmente negligenciado. Diante da perspectiva de guerra espiritual35 exarada pelos ensinos do G-12, os demônios alcançaram poder e posição de destaque, em algumas ocasiões acima de Deus. Quando peco, abro uma porta de legalidade para que satanás entre com seu propósito, MATAR, ROUBAR E DESTRUIR... A maldição se infiltra por uma legalidade e abre a porta para que demônios venham sobre a vida da pessoa.36 É importante notar aqui que esta citação refere-se ao Encontro, onde se pressupõe que o participante, também chamado de encontrista, é convertido. Isso significa que Satanás tem poder para entrar na vida daquele que foi salvo por Cristo. Mais do que isso, a conduta pecaminosa é considerada uma obstrução ou impedimento para que Deus abençoe os seus filhos. Por algum motivo, o modelo G-12 descreve o crente como um ser dividido entre Deus e o diabo. Pertencemos a Deus, mas o diabo exerce domínio sobre nós. O manual ainda afirma: “Para que haja cura interior são necessários dois passos: Romper o domínio de satanás sobre nós e tomar posse do que é nosso por direito.37 Isto nos conduz ao verdadeiro caráter da doutrina do movimento G-12, ou seja, seu dualismo, onde Deus e os demônios contendem em condições de igualdade. Em uma narrativa no mínimo pitoresca, Valnice descreve o projeto “Palácio da Rainha.”38 Em sua argumentação e pretensa interpretação bíblica, ela entende que Paulo não venceu a entidade pagã em Éfeso (Atos 19), mas apenas a enfraqueceu. Contudo, segundo ela, seguindo dados históricos, coube a João derrotar aquela entidade e conquistar Éfeso para Cristo. Esse domínio geográfico de Deus durou 200 anos, sendo depois a cidade conquistada por tal entidade. Ao explicar a razão para esse domínio, ela afirma: “Hoje Éfeso fica na Turquia, um país muçulmano. Há apenas cerca de 500 cristãos nascidos de novo naquele país. O que teria acontecido? Diana reconquistou seu trono.”39 Tomou-o das mãos de quem? Assim a obra redentora de Cristo é maculada pelo G-12, tornada sem efeito, uma vez que somos submetidos a uma salvação que depende de uma libertação posterior e de quebra de pactos e maldições não desfeitos na cruz de Cristo. Essa visão dualista nos dispõe a situações que fogem ao controle de Deus, e vivemos assim sob constante atuação demoníaca em nossas vidas.
Tais afirmações aproximam o G-12 mais do pré-gnosticismo do primeiro século que do cristianismo bíblico. Evidenciam a natureza sincrética do movimento e sua total incapacidade de mostrar a soberana obra redentora de Deus. A salvação é despida de seu caráter gracioso, e tanto ela como a vida cristã dependem dessa aventura humana no mundo espiritual. Tais pessoas não possuem autoridade para falar do evangelho da soberana graça de Deus. Além de negar a obra redentora de Deus, o ensino do G-12 ainda se opõe à pessoa de Deus. Seus atributos são menosprezados, inclusive sua bondade, amor e justiça. Em um sessão de regressão, o ministrador do Encontro é orientado a conduzir seus encontristas a perdoar aqueles que os fizeram sofrer: Em cada faixa etária, desde a infância até a vida adulta, o ministrador deverá instruir os encontristas a se lembrarem de momentos difíceis, amargos, traumatizantes, etc. Eles precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase e até mesmo a Deus.40 Tal afirmação se baseia na hipótese de alguém estar magoado com Deus. Contudo, ela ignora a natureza santa e justa de Deus, bem como a sua imutabilidade, e acentua o caráter meritório do sofrimento humano.41 C. Eclesiologia:Por se tratar de um movimento que se propõe ser o modelo eclesiástico do próximo milênio, podemos definir este ponto como uma escato-eclesiologia. É notório que a motivação do G-12 é o crescimento vertiginoso da igreja. Isto a transforma em uma instituição ensimesmada, auto-centrada e escrava do pluralismo e pragmatismo religioso. Três pontos podem ser destacados nessa escato-eclesiologia.Em primeiro lugar, usando os termos do próprio movimento, a igreja do século XXI será sobrenatural. Por sobrenatural entende-se o caráter místico e supersticioso42 dado ao movimento pelo néo-pentecostalismo. Aguarda-se para o próximo século o surgimento de sinais em abundância e o retorno aos milagres néo-testamentários. Conforme as previsões de um líder: Creio que brevemente seremos revestidos com a unção dos grandes e maravilhosos prodígios do Espírito Santo e nossa sombra curará com a de Pedro, e pela nossa palavra de ordem, mortos ressuscitarão e grandes fenômenos ocorrerão pela fé, em nome de Jesus.43 Além dos sinais miraculosos, espera-se um período de inúmeras revelações rotineiras, vistas como o “mover” de Deus. Isto implica em que no próximo milênio a igreja deverá abandonar seus dogmas, suas doutrinas, visto que será conduzida pelas revelações. Em segundo lugar, a igreja do século XXI é vista como um cumprimento escatológico. O modelo G-12 se vê como o cumprimento profético. Como esperado, tais profecias não são encontradas nas escrituras, mas provém das revelações recebidas pelos proponentes do movimento. Senão vejamos: Temos recebido a palavra no sentido de que nos anos vindouros haverá gente faminta por conhecer a mensagem da salvação; milhões e milhões correrão pelas ruas demonstrando seu desejo de saber de Cristo, e a única estrutura que permitirá estar preparados para isto é a igreja em células.44 As congregações do tipo paroquial, nas quais não há mais que 200 pessoas, não estarão no modelo, porque cada igreja será de no mínimo cem mil pessoas.45 Além de Castellanos, outros líderes do movimento e seus discípulos têm a mesma visão profética, a mesma expectativa triunfalista para o próximo século: Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio.46 Como filhos que somos de Deus Todo-Poderoso, seremos conhecidos nos céus como a geração das maiores conquistas e das maiores colheitas para o Reino de Deus. 47 Hoje estamos reformando a eclesiologia... Por isso creio que esse movimento é a complementação da primeira reforma. Creio que ele está varrendo os quatro cantos da terra hoje, numa proporção e numa velocidade muito maior que a reforma protestante do século XVI.48 Fica claro que o movimento se vê como um cumprimento profético, contudo, não das Escrituras, e sim das projeções e previsões feitas pelos seus proponentes. Em terceiro lugar, a visão eclesiástica do movimento sofreu uma influência empresarial, e por essa razão aproximou-se de conceitos liberais. A divisão da igreja em ministérios administrativos e espirituais assemelha-se à visão liberal de Adolf Harnack acerca da igreja. Ele idealizou a divisão entre ministério religioso e ministério administrativo ou local.49 Castellanos afirma: A igreja é a empresa mais importante de uma nação, pelo que o mesmo crescimento exigirá que haja dois setores no interior da igreja: um de caráter administrativo e outro relacionado ao ministério pastoral.50 Isto revela mais do que uma proposta teológica: expressa a influência empresarial da estrutura eclesiástica montada por Castellanos. Sua eclesiologia está mais próxima de um marketing de rede que do evangelho. O número 12 é a único elemento nessa estrutura que se relaciona com o evangelho. Mesmo assim, nenhuma parte do relato dos evangelistas nos ensina que os discípulos tiveram por sua vez exatos doze discípulos. Seguindo uma tendência atual, a administração de Castellanos é centralizadora e sua eclesiologia é personalista. Negando evidências bíblicas, tanto do Novo como do Antigo Testamento (Dt 1; At 15; 1 Tm 1.6-16), Castellanos defende o fim de colegiados e assembléias, e propõe um sistema de governo totalitário e personalista: A época das assembléias e dos comitês de anciãos para dar passos importantes na Igreja, já passou na história. Estou convencido de que Deus dá a visão ao pastor e nessa medida é a ele que o Espírito Santo fala, indicando-lhe até onde deve mover-se.51 CONCLUSÃO: O G-12 está longe de ser uma reforma, muito menos protestante. Esse movimento não protesta, mas se acomoda e se amalgama à filosofia da época. Surge como proposta inovadora, mas traz consigo doutrinas antigas. De fato, o G-12 e o Encontro tem prestado um tremendo desserviço à igreja evangélica no Brasil. Finalizando, gostaria de mencionar o que podemos concluir acerca desse movimento. Em primeiro lugar, temos a certeza de que o movimento irá passar, como outras ondas néo-pentecostais. Todavia, como as demais ondas, é provável que muito de suas doutrinas e práticas permaneça em nosso meio. É necessário discutir o G-12; contudo, a discussão deve ir além das questões metodológicas do Encontro. Com ou sem regressão, o Encontro continuará a ensinar a necessidade de perdoar a Deus e outras coisas questionáveis. Devemos debater de forma mais ampla a presença das teologias néo-pentecostais e sua influência na vida e fé das igrejas evangélicas. Em segundo lugar, é importante lembrar que o movimento revela a fragilidade do ensino nas igrejas evangélicas. Um vento de doutrina, com ensinos tão destoantes da Escritura, sequer é notado por membros dessas igrejas. O problema se agrava ao considerarmos que novas ondas nos esperam. Que Deus nos conduza à fidelidade à sua Palavra e à responsabilidade de lutar pela fé evangélica (Judas 3-4). ENGLISH ABSTRACT: The article has a descriptive nature, dealing with the origin, purposes and rationale of a new movement in some Latin American evangelical circles, known as G-12 (groups of twelve). Relying on its most effective strategy, a week-end retreat called “Encounter,” the movement has influenced many congregations of several Brazilian denominations. Departing from the fact that the majority of the participants are unaware of the origins, historical development, and theological positions of the founders and promoters of the movement, the article aims to bring these issues to light, resorting to the main works of G-12 leaders. The movement presents itself as a solution to the problem of church growth and the adequacy of the church to the present time. It is presented as an eschatological fulfillment of God’s promises, as the divine project for the next millennium, in fact, as “the church for the next millennium.” The author seeks to demonstrate that the final result is a host of heresies not only contrary to Scripture but inconsistent among themselves, such as the theology of prosperity, positive confession, inner healing, hereditary curses, blessing and curse, etc. The article shows that G-12 is a clear example of contemporary néo-pentecostal theology and a threat to the central doctrines of the biblical faith.
1 Essa afirmação, apesar de já popularizada entre os defensores das igrejas em células e do G-12, foi feita por Robert Lay, representante no Brasil de Touch Ministries, do pastor Ralph Neighbour. De acordo com Lay, a Reforma do Século XVI foi teológica, ao passo que as células representam a reforma estrutural da igreja. Revista Videira I:4 (Goiânia, dezembro 1999).
2 Ver Rene Terra Nova, na apresentação do Manual do Encontro (Manaus: Semente de Vida, 1999) e Valnice Milhomens, Plano Estratégico para a Redenção da Nação (São Paulo: Palavra da Fé, 1999), 11.
3 César Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo (São Paulo: Palavra da Fé, 1999), 59-60.
4 Milhomens, Plano Estratégico, 11.
5 Ibid,12.
6 Terra Nova, apresentação do Manual do Encontro.
7 Ver o site do MIR (Ministério Internacional da Restauração).
8 Manual do Encontro, 34.
9 Para maiores informações, ler apêndice contendo avaliação psicológica do encontro em Jôer Batista, Jocider Batista e Leonardo Saihum, G-12: História e Avaliação (Goiânia: Seminário Presbiteriano Brasil Central, 2000), 88-91.
10 Moisés Silva, “Abordagens Contemporâneas na Interpretação Bíblica,” Fides Reformata IV:2 (Julho-Dezembro 1999), 147.
11 Nas palestras do Manual do Encontro são feitas mais de 600 citações. Ver Batista, Batista e Sahium, G-12: História e Avaliação, 70.
12 Um bom exemplo dessa interpretação ambígua pode ser visto em Gordon D. Fee, Paulo, o Espírito e o Povo de Deus (São Paulo: United Press, 1997), ix.
13 Milhomens, Plano Estratégico,15-18.
14 Manual do Encontro, apresentação. Grifos meus.
15 Michael Bauman, Shrinking Texts: The Danger of Hermeneutics Under Freudian Auspices, JETS 31:3 (Setembro 1988), 293-303.
16 Manual do Encontro, 56.
17 Ver o interessante artigo de David Estrada Herrero, “Romanticism and Christianity,” Chalcedon Report 309 (Abril 1991), 2-10.
18 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 56. Cláudia Castellanos, esposa de César, escreveu alguns capítulos do livro, entre os quais este. Mas é comum no livro ver Castellanos aplicar a si mesmo textos bíblicos históricos. Assim sendo, o chamado de Moisés é também o chamado de Castellanos.
19 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 29. Grifo meu.
20 Ibid., 54. Grifo meu.
21 Ibid., 46.
22 Ibid., 53.
23 Milhomens, Plano Estratégico, 15.
24 Ibid., 8. Grifos meus.
25 Herrero, “Romanticism and Christianity,” 2-10.
26 Ibid., 8.
27 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 24-25. Grifo meu.
28 Ibid. Grifos meus.
29 Milhomens, Plano Estratégico, 45.
30 Ibid., 27. Grifos meus.
31 Ibid., 119. Grifos meus.
32 Por exemplo, os pastores Antônio Lisboa, da Igreja Nova Aliança, e Aluízio Silva, da Igreja Videira. Suas posições podem ser conhecidas nas revistas Convergência e Videira, órgãos de divulgação de suas igrejas e idéias.
33 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 80, 145.
34 Manual do Encontro, 66.
35 O movimento segue a perspectiva da Batalha Espiritual de Peter Wagner, Neuza Itioka, Cindy Jacobs e outros.
36 Manual do Encontro, 46, 49.
37 Manual do Encontro, 94. Grifos meus.
38 O projeto tem à frente Peter Wagner, que irá até a Turquia libertar aquela região de seus espíritos, através de uma operação chamada “Palácio da Rainha.”
39 Milhomens, Plano Estratégico, 31.
40 Manual do Encontro, 98. Grifo meu.
41 Batista, Batista e Sahium, G-12: História e Avaliação, 49.
42 Ver Samuel Vieira, O Império Gnóstico Contra-Ataca (São Paulo: Cultura Cristã, 1999), 94-95.
43 Antônio Lisboa, Convergência 2000, revista da Igreja Nova Aliança em Células, I:1 (1999).
44 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo,146.
45 Ibid.,145.
46 Milhomens, Plano Estratégico, 12.
47 Lisboa, Convergência 2000.
48 Entrevista de Robert Lay à revista Videira, da Igreja Videira, Ano I, Nº 4.
49 Herman Ridderbos, Paul: An Outline of his Theology (Grand Rapids: Eerdmans, 1992), 439.
50 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 146.
51 Ibid.
Fonte:http://old.thirdmill.org/files/portuguese/63932~9_19_01_11-09-28_AM~movimento_g12.htm