segunda-feira, 12 de julho de 2010

14 - PORQUE NÃO VOTO EM EVANGÉLICOS

Uma análise sobre o envolvimento dos cristãos bíblicos com a política. "Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" [2 Timóteo 2:4] - Autor: Humberto Fontes (setembro de 2008). Podem achar que é radicalismo da minha parte, que sou retrógrado, alienado político ou o que for; mas não voto em candidato algum já há algum tempo, anulando meu voto, pois não vejo ninguém digno de ser eleito neste país, tendo em vista tanta corrupção que presenciamos. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" [Jeremias 17:5]. Acima de tudo, como sou um cristão bíblico, não vejo qualquer base para participar do sistema corrupto deste mundo, que jaz no maligno, pois: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno." [1 João 5:19]. Diante disto, mesmo sendo crente, NÃO VOTO EM EVANGÉLICO! Devemos nos lembrar que, como igreja: "... a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo." [Filipenses 3:20].
Temos de votar por obrigação legal; mas, creio que o crente não deve tomar parte na política, sob nenhuma forma, nem elegendo os oportunistas e muito menos sendo candidato: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." [1 João 2:15]. Sabemos que Deus é quem coloca as autoridades no poder (Daniel 2:21; Romanos 13:1-2) e, sendo assim, Sua vontade é perfeita e nosso voto não vai mudar ou melhorar as coisas, pois a Bíblia nos mostra que este mundo não vai melhorar. Pelo contrário, só vai piorar, pois: "... os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." [2 Timóteo 3:13]. Infelizmente, a igreja também irá de mal a pior, porque: "O Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios." [1 Timóteo 4:1]. Um dos motivos que me levam a escrever sobre este tema tão polêmico é devido ao fato de eu já ter passado por um problema envolvendo política, em uma igreja, na qual minha esposa e eu congregávamos. Na ocasião, foram arrecadados, pelos irmãos, vários brinquedos para serem doados a uma comunidade carente.
Para a nossa surpresa e espanto, no dia da entrega dos presentes às crianças, o “pastor” e sua família compareceram vestidos com a camisa de uma candidata ao cargo de Vereador (que, pasmem, era a própria esposa do “pastor”!), transmitindo à comunidade, a “mensagem subliminar” de que quem estava doando os brinquedos era a tal candidata e não a igreja. Aquilo foi um verdadeiro TERROR! Mesmo se eu votasse em alguém, JAMAIS VOTARIA EM EVANGÉLICOS para ocuparem cargos políticos (muito menos em pastores!), pois é sabido que o poder corrompe e crente não deve participar desse jugo desigual: "Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." [Lucas 16:13]. Os exemplos que já tivemos de políticos evangélicos foram escandalosos demais (deputados sanguessugas, ambulâncias superfaturadas, dinheiro escondido na cueca de certos políticos-bispos, até malas cheias de dinheiros provenientes dos dízimos dos fiéis, etc.) e não quero ser cúmplice desses escândalos e nem vê-los repetidos. Como diz um famoso âncora de notícias: “Isto vergonha!”é uma.
Esses políticos causaram escândalos ao evangelho e ao nome Santo do Senhor, comprovando que aqueles que neles confiaram, foram ludibriados. A Bíblia diz: "Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" [Mateus 18:7]. Mas, se mesmo assim, algum evangélico pretende concorrer nas eleições, como uma atividade secular, que faça isso sem confundir as coisas; isto é, sem misturar seus interesses políticos (por melhores que sejam) com o Corpo de Cristo, a igreja. Quando o candidato é um pastor, a complicação é ainda maior. É absolutamente impressionante a quantidade de pastores concorrendo aos cargos eletivos nas eleições deste ano. Não quero favorecer os oportunistas, "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples." [Romanos 16:18].
Como se não bastasse o fato de o meio político ser corrupto e ser um jugo desigual (não sendo, portanto, lugar para um crente), as responsabilidades pastorais não são pequenas, de forma que é ridículo um pastor pensar que conseguirá conciliar seu ministério com o desempenho de funções políticas. A Bíblia assim nos exorta: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” [2 Coríntios 6:14-15]. [1] Visto que o desempenho de cargos políticos é, na maioria das vezes, visando um bom salário (e o enriquecimento freqüentemente ilícito), vantagens pessoais, tráfico de influência e prestígio social (além de 'poder'), é bom lembrarmos que "Convém que o bispo [pastor] seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância." [Tito 1:7; ênfase adicionada]. A Bíblia nos mostra vários deveres dos pastores, dentre eles: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina... sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." [2 Timóteo 4:2, 5]. Diante disso, acho difícil sobrar tempo para comícios, campanha, trabalhos políticos, etc. Em minha cidade, há certo pastor e candidato a vereador que, quando se apresenta no horário eleitoral gratuito, usa a seguinte vinheta: "Tenho uma visão celestial" (sic). Dá para acreditar em um sujeito desses? Outros candidatos, durante a propaganda eleitoral, declaram ser evangélicos e usam a igreja, a religião, a boa fé dos irmãos e, ainda por cima, o nome Santo de Jesus Cristo, para pedir votos. Quanta blasfêmia! Outros candidatos freqüentam várias igrejas durante o período das eleições, em horários de culto (de preferência se a igreja estiver cheia!), para conseguirem ocupar os púlpitos e fazerem suas campanhas. E o pior é que existem pastores que cedem seus púlpitos para esse “fim” (É realmente o fim!). Somos chamados por Deus para anunciar o evangelho e não para participar do sistema político corrupto deste mundo. A Bíblia diz: "Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." [Tiago 4:4].
Muitos candidatos evangélicos se dizem preocupados com as questões sociais, como a miséria, a fome, a necessidade de moradia, educação e outras palavras da moda, tão comuns em épocas de eleição. Mas, no que muitos crêem, na verdade, é no “evangelho social”. Pensam que é encargo da igreja acabar com a pobreza do povo, alimentar os pobres, etc. Como nos diz T. A. McMahon, na TBC 9/2008: “A história do Evangelho Social é, em quase cada caso, uma séria tentativa dos cristãos para fazerem o que eles supõem que honrará a Deus e beneficiará a humanidade. Em cada caso, porém, a realização prática de 'beneficiar a humanidade' tem comprometido a fé bíblica e desonrado a Deus. Por quê? Porque Deus não deu à igreja a comissão de resolver os problemas do mundo. Os que tentam fazê-lo, resvalam na falsa premissa, conforme Provérbios 14:12: 'Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.' Além disso, os problemas do mundo são apenas um sintoma da raiz chamada PECADO. [3] Quando Judas Iscariotes viu Maria ungir os pés de Jesus, com um arrátel de ungüento de nardo puro, pensando no valor daquele perfume exótico, hipocritamente sugeriu que teria sido melhor vender o produto para dar o dinheiro aos pobres. Mas o Senhor Jesus respondeu: "Os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes" [João 12:8], mostrando que a pobreza sempre existirá. Não estou dizendo que devamos nos omitir na ajuda aos pobres e em fazer caridade. Embora as boas obras e a caridade não salvem, elas são demonstrações de amor ao próximo e evidências exteriores (2 Pedro 1:5-9) de que a pessoa é convertida ao Senhor Jesus Cristo. Mas, não devemos confundir as coisas! A missão da igreja é EVANGELIZAR (Mateus 28:19; Marcos 16:15) e não pensar que vai erradicar a pobreza do mundo e resolver os problemas sociais (como vem propondo Rick Warren, com seu ecumênico plano P.E.A.C.E.), fazendo dessas questões sua meta principal; pois esta é tarefa do governo e não da igreja. Como igreja, temos a solução para os problemas da alma, que é o alimento espiritual (o evangelho, que sacia a fome espiritual) e não para os problemas do corpo (fome material)! Além disso, o maior problema da humanidade é o PECADO, que é a causa das injustiças sociais, desigualdades e a fome! [2] Nunca vi tantos candidatos evangélicos como nas eleições deste ano. É lamentável! A maioria deles provém de denominações pentecostais ou carismáticas. Eles, equivocadamente, crêem que os cristãos têm a missão de conquistar o Brasil (e o mundo!) para Cristo. Crêem que "... a ‘verdadeira igreja’ seria reconstruída, nos últimos tempos, sob a liderança de um novo grupo de 'profetas e apóstolos’, que se caracterizariam pela utilização dos sinais e maravilhas restaurados e que essa igreja (apóstata, diga-se de passagem!), reconstruída dos últimos tempos, prepararia então a Terra para o Rei Jesus Cristo, que governaria (somente então) o mundo." [4]. Além disso, eles acham que atingirão esse objetivo mais facilmente se ocuparem os cargos governamentais; pois, segundo eles, somente quando o mundo for conquistado pela igreja é que Jesus Cristo retornará. Essa crença, totalmente sem base nas Escrituras, provém do catolicismo romano, sendo conhecida como "Teologia Reconstrucionista" ou "Teologia do Domínio" que, dentre outras coisas, diz que: "Jesus Cristo não poderá retornar à Terra, até que a igreja tenha retomado o domínio, obtendo o controle das instituições governamentais e sociais". (Al Dager, Vengeance is Ours; The Church in Dominion") [Nota: O Dominionismo está contribuindo para a implantação da agenda global do Anticristo.] [5] Eles acham que haverá um grande reavivamento nos últimos tempos e, somente então, o Senhor retornará. No entanto, a Bíblia diz exatamente o oposto: "... Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" [Lucas 18:8]. Em vez de um grande reavivamento, haverá nos últimos tempos a grande apostasia, logo após a qual, surgirá o maior político de todos os tempos (o anticristo – Veja Apocalipse 13:1-10), para governar este mundo. Paulo disse: "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." [2 Tessalonicenses 2:3]. A igreja já terá sido arrebatada nesta ocasião. Mas, quem sabe, os políticos evangélicos poderão, finalmente, governar junto com o anticristo no governo mundial? Que Deus tenha misericórdia deles! Na Bíblia, lemos também que, quando os fariseus quiseram surpreender Jesus Cristo, em alguma palavra, eles O indagaram sobre questões políticas, especificamente sobre a pesada tributação que era devida ao governo romano; ao que Ele respondeu: "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." [Mateus 22:21]. Jesus Cristo deixou muito clara Sua posição quanto à importância da total separação entre a política e as questões espirituais (Estado X igreja), mostrando que todos devem se submeter ao governo, mesmo com toda a opressão e carga tributária impostas na época (tanto por parte dos romanos, quanto por parte dos escribas e fariseus). Quando Pilatos confrontou politicamente Jesus Cristo, este lhe respondeu: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui." [João 18:36]. Quem gosta de união entre igreja e Estado é a Igreja Católica Romana, uma variedade de cristianismo que não se sacia nunca com o poder secular, sendo, inclusive, um país (o Vaticano) e, se preciso, lança mão das armas para calar seus opositores, como nos mostra a história. (Veja a história das Cruzadas, a Inquisição, o Holocausto, a Sociedade dos Jesuítas, etc.).
Paulo, também, nos diz que, além de obedecermos às autoridades, temos de honrar nossas obrigações, impostos e tributos: "Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra." [Romanos 13:7]. É triste dizer, mas muitos cristãos também estão em falha aqui, por causa do endividamento em suas vidas pessoais. Como é Deus quem coloca as autoridades no poder (Daniel 2:21), precisamos nos sujeitar às mesmas: "Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação." [Romanos 13:1-2]. Devemos também respeitar os governantes e obedecer às leis do país (Romanos 13:3; Tito 3:1; 1 Pedro 2:17), desde que elas não sejam contrárias à Palavra de Deus, que é nossa lei máxima. Devemos nos lembrar que mesmo que tenhamos governantes corruptos, desonestos, ditadores, descrentes, etc., Deus é soberano e todas as coisas que acontecem no mundo cumprem Seus planos, mesmo quando os ímpios estão no poder. A Bíblia nos mostra isso claramente e a história também o confirma! Mesmo quando os maiores tiranos perseguiram o povo de Deus (seja na época do Antigo Testamento, com Israel, ou no Novo Testamento, com os crentes/igreja), sempre prevaleceram os desígnios do Senhor (veja o caso do próprio Satanás, do Faraó do Egito no tempo do Êxodo, de Saul, Hamã, Herodes, Hitler, o Vaticano com suas Cruzadas e a Inquisição, etc.). Mesmo com toda a perseguição que houver contra a igreja, podemos ficar tranqüilos, pois: "... as portas do inferno não prevalecerão contra ela." [Mateus 16:18]. Em muitos casos, foi nos momentos de maior perseguição contra a igreja que o evangelho mais se difundiu. Com a perseguição aos primeiros cristãos, o evangelho foi propagado por vários lugares: "Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra." [Atos 8:4]. A conseqüência foi: "E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor." [Atos 11:21]. Sendo boas ou más as autoridades, a Bíblia nos exorta a orarmos por elas, para que tenhamos tempos de paz: "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade." [1 Timóteo 2:1-2; ênfase adicionada]. Mas, se mesmo assim, as perseguições vierem contra nós, devido a governos tiranos, devemos nos consolar com o que disse o apóstolo Paulo: "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." [2 Timóteo 3:12]. Faço minhas as palavras do autor cristão Dave Hunt: "A igreja primitiva não fazia alianças com os apóstatas, hereges e não cristãos, nem mesmo em causas aparentemente louváveis. Não há tempo a perder e precisamos escolher nossas prioridades. Vamos gastar nosso tempo e recursos em parceria com o mundo, na política e na ação social, ou vamos pregar o evangelho, batalhando diligentemente pela fé? Do Gênesis até o Apocalipse, somos instruídos a permanecer fiéis, seguindo o Senhor, com um coração puro, jamais nos desviando do caminho estreito. O mandamento de Cristo para cada cristão é: 'Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.' Suas ordens são para cada cristão marchar." [6] Não adianta alguém mostrar exemplos do Antigo Testamento, como José, Davi, Salomão, Daniel, etc., que estiveram em evidência ao ocuparem cargos públicos em suas épocas; esses exemplos dizem respeito a Israel, que era uma nação teocrática, e não à igreja (Filipenses 3:20) e, portanto, não servem de desculpas para os evangélicos ocuparem cargos políticos em nosso tempo. É bom nos lembrarmos que em Salmos 144:15, a Bíblia diz: "Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor" e não "Bem-aventurado é o povo cujos governantes são evangélicos!" Por fim, não nos esqueçamos que: "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." [Tiago 1:27]. Notas Finais:
1. Para ter uma noção desses que servem a dois senhores (a igreja e o Estado), leia alguns artigos do seguinte blog, que mostra o resultado do envolvimento de alguns pastores com o governo atual e o resultado desse casamento em jugo desigual:
http://www.horadaverdade.com/blogdopastor/index.php?serendipity%5Baction%5D=search&serendipity%5BsearchTerm%5D=silas+malafaia
2. Mac Dominick, série de artigos "Pragmatismo na Igreja" em que o autor analisa os planos de Rick Warren; disponível em: http://www.espada.eti.br/pragmatismo.htm
3. T. A. McMahon, TBC de setembro de 2008: "The Shameful Social Gospel" (O Vergonhoso Evangelho Social), tradução de Mary Schultze, disponível em: http://www.cpr.org.br/Mary.htm
4. Mac Dominick, no artigo “Pragmatismo na Igreja: Uma Religião Orientada Para Resultados e Que Abre a Porta Para o Anticristo — Uma Apostasia com Propósitos”, Capítulo 5: O Movimento Carismático, disponível em: http://www.espada.eti.br/n1506cap-5.asp
5. Sarah Leslie, artigo: "O Dominionismo e a Ascensão do Imperialismo Cristão", tradução de Mary Schultze, disponível em: http://www.cpr.org.br/dominionismo.htm.
6. Dave Hunt, TBC de julho de 2008: "In the Name of Jesus", tradução de Mary Schultze, disponível em: http://www.cpr.org.br/em_o_nome_de_jesus.htm
Fonte: http://www.espada.eti.br/politica.asp

sexta-feira, 9 de julho de 2010

13 - CALANDO OS HEREGES E SEUS SEGUIDORES!

Há pessoas que ficam furiosas quando vêem textos pela web que visam refutar doutrinas heréticas que certos líderes idolatrados pregam, ao lerem uma defesa bíblica dos princípios do Evangelho ficam descontroladas e ensandecidas, querem amaldiçoar, crucificar, creio eu que alguns queiram até matar. O grande problema é que estes leitores idólatras não compreendem o motivo pelo qual tantos apologistas, escritores, teólogos ou simples blogueiros escrevem contra as maracutaias e bagunças doutrinárias dos falsos mestres, em seu amor cego à uma denominação ou pregador, deixam de pensar biblicamente. Ninguém escreve ou prega contra os falsos ensinos apenas para ganhar audiência, se assim fosse, Paulo poderia ser considerado um malandro ganancioso que apenas queria fama e glória humana, mas podemos perceber nas frases do apóstolo que ele tinha um zelo especial pelo Evangelho e que defendê-lo era o mesmo que pregá-lo. Se Paulo fosse blogueiro hoje, com toda a certeza, ele seria chamado de caluniador, difamador, zombeteiro (por sua dose ácida de sarcasmo e ironias em certos pontos) e invejoso.
Procuramos defender o Evangelho de Cristo através da internet não pela audiência, até mesmo porque falar contra os modismos e heresias é espinhoso e recebemos muitos ataques da parte de quem ama os falsos mestres, defendemos o Evangelho porque é um dever de todo autêntico cristão, não podemos simplesmente ficar calados diante de todas as mentiras que vemos todos os dias (Jd 1.3, 4). Paulo escreveu sua epístola à Tito com uma séria advertência: ele deveria por a casa em ordem e escolher homens para o presbitério na região de Creta, que não apenas tivessem boa reputação, mas também que dominassem as Escrituras para defenderem a sã doutrina e para calarem os falsos mestres que estavam causando grandes estragos com seus falsos ensinos ( Tt 1.1-11). Paulo deixou bem claro que era conveniente “tapar a boca” (vs. 11) aos ensinadores de heresias, para isso eram necessários homens que retivessem a fiel palavra, afim de admoestar e convencer os contradizentes (vs. 9). Ora, não é exatamente isso o que muitos blogueiros estão a fazer? Não estão denunciando os abusos eclesiásticos? Não estã denunciando as mentiras religiosas? Não estão pondo o dedo na ferida dos fariseus cegos em sua falsa espiritualidade? Não estão convencendo até mesmo os que outrora estavam enganados e contradizendo o Evangelho de Cristo? Então porque tanto ódio por parte dos seguidores fiéis de hereges? Nossa missão enquanto cristãos é lutar contra o império das trevas, pregando o verdadeiro Evangelho e desconstruindo todos os falsos conceitos acerca das Escrituras e acerca de Cristo, afim de que almas sejam salvas do engano e o Evangelho permaneça intacto. Convém que permaneçamos escrevendo contra os falsos ensinos, convém tapar a boca dos falsos mestres! Deus te abençoe!
Fonte:http://romanos5.wordpress.com/2010/07/08/calando-os-hereges-e-seus-seguidores/

sexta-feira, 2 de julho de 2010

12 - MOVIMENTO G-12: UMA NOVA REFORMA OU UMA VELHA HERESIA?

Por: Jôer Corrêa Batista que é ministro presbiteriano e professor de Novo Testamento no Seminário Presbiteriano Brasil Central, em Goiânia.
Não foi surpresa! Aliás, era até mesmo previsível. Dada a situação em que se encontram os púlpitos e, em conseqüência, o ensino em muitas igrejas evangélicas, era de se esperar que a qualquer hora uma nova onda viesse agitar o mar calmo da negligência pastoral. O surgimento de um novo movimento ou onda denominado G-12 não foi em nada surpreendente. Reunindo várias doutrinas há muito conhecidas dos evangélicos, o G-12 apresenta-se como a proposta eclesiástica do próximo milênio. A julgar pelo conteúdo doutrinário, não há quase nada no G-12 que mereça uma nova análise, posto que já foi abundantemente estudado. O que tem surpreendido é a rapidez e facilidade com que a onda se espalha entre as igrejas, inclusive históricas, e as estratégias psicológicas usadas nos encontros. A maioria dos participantes desconhece a origem do movimento, bem como suas propostas. Fascinados pelo impacto emocional e o aparente resultado imediato, vêem o G-12 como a esperança de se alcançar a unidade da igreja e uma reforma estrutural. Segundo alguns proponentes, o modelo eclesiástico denominado células é uma Segunda Reforma, nada perdendo em intensidade para a Reforma Protestante do Século XVI.1 O propósito deste artigo é demonstrar que G-12 não traz uma nova reforma, mas sim, velhas doutrinas como teologia da prosperidade, confissão positiva e maldição hereditária, entre outras. Assim, o que se propõe é verificar a origem e as propostas doutrinárias do movimento, com base em suas próprias afirmações. Não nos dedicaremos aqui a discutir as questões metodológicas dos encontros. Apesar da importância dos mesmos, o foco central tem sido negligenciado nas discussões quando estas giram somente em torno das questões técnicas e psicológicas dos encontros. Este é apenas um componente do complexo movimento G-12. I. HISTÓRIA: Todos os proponentes do modelo G-12 admitem que o movimento teve seu início com a visão recebida por César Castellanos Domínguez.2 Castellanos é pastor da Missão Carismática Internacional, que ele fundou depois de um período de frustração com o seu próprio ministério. Desiludido com os resultados do seu trabalho, ele aplicou o modelo de igrejas em células de Paul Young Choo, alcançando resultados mais satisfatórios. Porém, em 1991, segundo as suas próprias informações, ele recebeu uma visão que iria mudar definitivamente o seu ministério e a sua igreja. Conforme ele relata: Em 1991, sentimos que se aproximava um maior crescimento, mas algo impedia que o mesmo ocorresse em todas as dimensões. Estando em um dos meus prolongados períodos de oração, pedindo direção de Deus para algumas decisões, clamando por uma estratégia que ajudasse a frutificação das setenta células que tínhamos até então, recebi a extraordinária revelação do modelo dos doze. Deus me tirou o véu. Foi então que tive a clareza do modelo que agora revoluciona o mundo quanto ao conceito mais eficaz para a multiplicação da igreja: os doze. Nesta ocasião, escutei ao Senhor dizendo-me: Vais reproduzir a visão que tenho te dado em doze homens, e estes devem fazê-lo em outros doze, e estes, por sua vez, em outros! Quando Deus me mostrou a projeção de crescimento, maravilhei-me.3 Após ter implantado o modelo, a Missão Carismática Internacional experimentou um surpreendente surto de crescimento. Isto chamou a atenção de líderes no Brasil, os quais, movidos pelo interesse de alcançar crescimento semelhante, implantaram o modelo em suas comunidades e o têm difundido entre as igrejas evangélicas brasileiras. Dois aspectos precisam ser observados quanto à implantação do movimento no Brasil. Primeiro, a chamada Igreja em Células, como estratégia de crescimento da igreja, não é nova no Brasil, tendo sido aplicada há vários anos. Então, qual seria o fator determinante para o crescimento? Aponta-se como elementos distintivos e, portanto, determinantes, o número exato de doze discípulos e os encontros de três dias.4 Nota-se assim porque tais elementos do modelo são os mais enfatizados. Em segundo lugar, é importante observar que, ao ser implantado no Brasil, tanto o Modelo G-12 como o Encontro foram adaptados, passando por modificações como, por exemplo, o sigilo do Encontro (ou Pacto de Legalidade e Silêncio), que é característica peculiar ao modelo brasileiro. Os principais proponentes do G-12 no Brasil são Valnice Milhomens e Rene Terra Nova, ambos considerando-se legítimos discípulos de César Castellanos. Valnice afirma ter recebido autoridade por delegação de Castellanos.5 Terra Nova, semelhantemente, diz exercer tal autoridade espiritual por delegação do mesmo Castellanos.6 II. FUNCIONAMENTO: Apesar das diferenças existentes no movimento, alguns pontos básicos são comuns. O modelo é estruturado a partir de uma dinâmica definida como Escada do Sucesso.7 Em suma, o processo pode ser resumido em quatro etapas: 1 - Evangelização, 2 - Consolidação, 3 - Treinamento, 4 - Envio. A Evangelização acontece nas células, que têm como referencial o número 12. Assim, quando uma célula alcança o número de 24 pessoas em suas reuniões, ela se subdivide. A outra característica é que, a princípio, a célula ocupa o papel de ensino e formação da igreja, restando ao culto comunitário o papel de celebração. Consolidação é a etapa na qual a fé do indivíduo é alicerçada ou definitivamente assegurada. É nesta etapa do processo que o Encontro é realizado. Desta forma, fica evidente que o propósito do Encontro não é primariamente a evangelização, sendo inclusive recomendado que se certifique a conversão do candidato antes de sua participação.8 Basicamente, o Encontro tem dois objetivos. Primeiro, efetivar a fé do novo convertido, através de libertação e quebra de maldições. Em segundo lugar, conduzir à visão aquele que se converteu por métodos anteriores ao G-12, ou seja, fazer a transição do modelo eclesiástico antigo para o G-12. A isto denominam transicionar ou receber a visão. O Encontro é um retiro de dois dias e de natureza homogênea que ocorre durante um fim de semana, sendo precedido e seguido de quatro reuniões, normalmente semanais (pré e pós-encontro). São nove horas de palestras acompanhadas de extremo rigor disciplinar, inclusive com proibição de intercomunicação, o que provoca uma forte reação emocional e resultados aparentemente surpreendentes.9 O Treinamento é realizado pela escola de líderes de cada igreja. Aqui são preparados os discipuladores que irão dirigir as células e executar o programa de discipulado. A tendência é de cursos breves de baixa qualidade. O objetivo é que cada participante ou seguidor do G-12 alcance os seus 144 discípulos. Por fim, ocorre o Envio, quando os líderes treinados assumem a liderança de grupos em células, sempre de 12 pessoas, as quais estarão em treinamento para assumirem liderança. Quanto ao funcionamento, é importante observar ainda que o G-12 é um movimento que não propõe a filiação de seus participantes à igreja realizadora do evento. É possível ser um dos doze de algum discipulador e permanecer membro de uma igreja histórica que não tenha se enquadrado no modelo, por exemplo. Dessa forma, o movimento, através de seus Encontros, tem uma penetração mais eficiente no seio das igrejas, e permite aos líderes da região exercer controle sobre membros de outras igrejas sem que eles se desvinculem das mesmas. III. INTERPRETAÇÃO BÍBLICA, REVELAÇÕES E EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS: O movimento segue as tendências contemporâneas de interpretação,10 mais especificamente a subjetividade e relatividade na interpretação e aplicação dos textos bíblicos. De fato, tanto o Modelo como o Encontro parecem bíblicos, se considerarmos o volume de citações e alusões a textos bíblicos neles contidos.11 Naturalmente, os participantes e proponentes do modelo também afirmam que a sua base teológica é a inerrância das Escrituras, que são aceitas como regra de fé e prática. A diferença está em seus princípios de interpretação. Três princípios podem ser observados. O primeiro implica na ambigüidade do entendimento dos textos. Em outras palavras, os textos são tratados de forma relativa, podendo adquirir significados múltiplos. Não se trata de um sensus plenior da passagem, mas de diversos sentidos dados a uma mesma passagem, que é entendida, assim, de forma ambígua.12 Por exemplo, em Habacuque 2.2 a palavra visão é entendida de diferentes maneiras, significando ao mesmo tempo a visão recebida pelo profeta Habacuque, visões literais recebidas atualmente pelas pessoas, e visões não-literais, mas que implicam em um desejo ou uma forte convicção, frutos da capacidade de projetar o futuro.13 Estes dois últimos sentidos são usados e justificados pelo texto de Habacuque e outros. Portanto, não é simples entender o que significa adquirir a visão conforme propõe o movimento. Pode significar o entendimento correto da Escritura, bem como desenvolver a capacidade de buscar objetivos ainda não concretizados ou, finalmente, abraçar a visão recebida por César Castellanos. O Encontro e suas fases não são só para os novos crentes, mas também para líderes que querem implantar a visão de células de multiplicação e de grupos de 12. Para essa visão é necessário uma grande disciplina, disposição e acima de tudo experiência com o Senhor Jesus.14 O segundo princípio pode ser definido como uma espécie de hermenêutica freudiana.15 Mais que alegórica, ela é simbólica. Com base em um subjetivismo extremado, as passagens bíblicas são aplicadas dando-se aos detalhes significados teológicos e práticos, como vemos no Manual do Encontro: “...Saíram, pois, da cidade e foram ter com ele” (Jo 4.30). É necessário sair para encontrar-se com Jesus... Saímos da cidade para termos um encontro com Ele. Abraão, Moisés, Jesus saíram da cidade. Nós precisamos sair da agitação para nos encontrarmos com Ele.16 Observe-se que, na tentativa de justificar o Encontro, o texto bíblico não foi apenas alegorizado, mas ganhou além de um significado teológico um sentido simbólico que expressa desejo, obediência e até mesmo fé. O Encontro incentiva, portanto, uma utilização simbólica da Escritura e reúne em torno de si um conjunto de ritos, práticas e procedimentos entendidos como bíblicos, mas de natureza mística. O terceiro princípio é a subjetividade na aplicação, uma espécie de interpretação romântica da Bíblia.17 Por esse princípio, as perspectivas históricas e literárias são abandonadas e o centro da interpretação passa a ser a experiência subjetiva, intimista e mística do intérprete. Por esta via, todos os textos se aplicam a todas as pessoas, sob qualquer aspecto. Nessa ocasião ouvi a voz de Deus, quando me disse que fosse ao Jordão para me batizar novamente, e inclusive me mostrou quem deveria fazê-lo: um missionário mexicano que logo me compartilhou que, quando sua mãe estava grávida, um profeta orou mostrando: Este menino que vai nascer terá o ministério de João Batista. Quando saí das águas, senti literalmente no espírito que os céus se abriram e que Deus enviava seu Espírito.18 Essas práticas são comuns no movimento e demonstram uma aplicação da Escritura que cede sua objetividade à subjetividade pessoal e tendenciosa do intérprete. Neste caso, observamos que a Escritura é afastada de sua posição de única regra de fé e prática, e agora tal autoridade é compartilhada com as revelações recebidas pelos proponentes do G-12.
As mesmas regras de interpretação são aplicadas às revelações contemporâneas. A única base do Modelo G-12 é a visão e a revelação dadas a César Castellanos. Daí, tanto a fé como a vida cristã são conduzidas por revelações recebidas pelos líderes. Decisões práticas, como casar-se ou não, são tomadas por meios de visões ou revelações. Recordo-me de situações tão concretas como a revelação do dia em que ela se converteria à vida cristã e o momento em que depois de pedir outros sinais, o Senhor me disse com voz audível...19 Desde aí tive o convencimento de que realmente Deus lhe falava (a César), que era um homem de fé, a quem o Espírito Santo comunicava as coisas de forma direta... Sempre desejei escutar a voz de Deus, da mesma maneira que meu esposo conseguia...20 Tais decisões são chamadas de decisões transcendentais21 e regem a vida cristã. A natureza mística das mesmas é definida de maneira precisa por César Castellanos: “A Missão Carismática Internacional é uma igreja eminentemente profética. Teria que sê-lo por duas razões: a primeira, seu início foi determinado por uma palavra profética dada diretamente por Deus a este seu servo...”22 Essa subjetividade subjuga a Escritura aos critérios humanos. As pretensiosas visões e revelações diretas determinam a doutrina da igreja e a conduta pessoal. Não há limites para a imaginação humana. Como afirma Valnice: “Deus trabalha com visões; onde não há visão não há obra. Todas as realizações começam com visões.”23 A este arsenal de revelações cotidianas, seguem-se inúmeros casos de experiências inexplicáveis de natureza mística. Ressurreições, arrebatamentos e cerimônias são detalhadamente descritos em obras dos líderes do movimento. Fazem parte do dia-a-dia da fé proposta pelos agenciadores do G-12. Não nos surpreende o dualismo presente nessas revelações, bem como nas suas interpretações. A surpresa advém do fato de que os líderes avocam para si uma credibilidade acima de qualquer crítica. O questionamento de suas experiências é quase sempre descrito como incredulidade e oposição a Deus. Observe-se a avaliação que Valnice faz de uma de suas visões, quando, segundo ela, Deus lhe mostrou duas igrejas, a fiel – Jerusalém – e a infiel – Roma. Jerusalém representa o lugar onde a Palavra de Deus é integralmente obedecida, sem questionar, e o Espírito é o Senhor Absoluto na Igreja. Roma é o lugar da lógica, da razão, onde a filosofia vai construindo uma estrutura de raciocínio que leva ao questionamento da Palavra de Deus.24 Além de promover a separação entre a fé e a razão, fica evidente que a visão do líder é inquestionável. Em qualquer outra situação essa posição seria classificada como fanatismo. IV. A TEOLOGIA DO MODELO G-12: Como já dissemos a teologia do movimento e do encontro não nos trazem muitas novidades em termos de propostas, mas reeditam o conjunto de doutrinas propaladas pelo néo-pentecostalismo. Duas observações podem ser feitas a título de introdução. Em primeiro lugar, a inconsistência ou incoerência de suas doutrinas sequer é observada pelos seguidores do movimento, o que demonstra mais uma vez a fragilidade das igreja evangélicas. Em segundo lugar, o mérito do G-12 talvez seja ter levado algumas doutrinas do néo-pentecostalismo às últimas conseqüências. A. Antropologia: Um bom ponto de partida para a análise do movimento é a sua antropologia. Sob a influência pós-moderna, o homem preconizado pelo G-12 é fruto do que David Herrero chama de espírito romântico,25 como ele mesmo descreve: “O Homem Romântico não é apenas inerentemente bom, mas é também divino. De acordo com a filosofia que permeia a antropologia romântica, entre Deus e o homem há uma identidade básica.”26 Pelas suas afirmações, César Castellanos deixa claro que a sua perspectiva do ser humano é fatalmente comprometida com esse antropocentrismo, se não dos demais, pelo menos de si mesmo. Ele afirma: Experimentei meu espírito se desprendendo do corpo. Lutei; porém uma força invisível manejava minha alma. De repente, veio à minha mente a prova do mês anterior e recordei-me das palavras “não é hora!” Apropriei-me delas e disse: Senhor não é possível que tu permitas esta morte, não é hora, Tu precisas de mim na terra, dá-me forças para regressar ao meu corpo e poder levantá-lo em teu nome.27 Em outra ocasião o Espírito Santo lhe diz, após ele ter orado entregando a direção da igreja ao próprio Espírito: E por que tardaste tanto para decidi-lo? Porque até agora tu eras o pastor e Eu teu auxiliar? Tu me dizias Espírito Santo abençoa esta pessoa e esta obra, abençoa o que vou pregar, abençoa a igreja e eu tinha que fazê-lo.28 Maior arrogância encontramos nas afirmações de Valnice: “Tudo que sai da boca de Deus é um decreto, pois emitido por uma autoridade, cuja palavra tem força de lei, seus decretos são acompanhados de seu cumpra-se.”29 Tal ensino é seguido por sua própria experiência pessoal. Ao referir-se à atitude que tomou ao avaliar o horário das 18:00 h como momento de adoração a Maria, ela declara: Pai, como autoridade espiritual nesta nação, revogo o decreto de Roma e estabeleço um outro decreto...30 O milagre ocorre quando eu libero o poder do Espírito Santo. E então ocorrem milagres, pois as pessoas são transformadas.31 Esta não é uma característica isolada, mas é notada nos vários líderes que aderiram ao movimento,32 demonstrando ser um espírito da época. Contudo, não são apenas aqueles que estão com Deus que parecem gozar desse status. Quanto aos que se opõem ao G-12, afirma-se: Pode-se dizer que o pastor que não entre nesta dimensão está matando o progresso do evangelho em sua área... Quem não se reproduz está afetando a possibilidade de conversão de milhares de vidas.33 É óbvio que os proponentes afirmam crer na soberania de Deus; contudo, suas propostas são inconsistentes com as doutrinas mais elementares da Escritura, como por exemplo a onipotência de Deus. Por esse caminho, a independência divina fica prejudicada e Deus se torna dependente da vontade humana. Além da relação com Deus, um outro aspecto no qual os líderes do G-12 expressam a sua divinização é quanto aos espíritos malignos. As ações dos espíritos malignos dependem da conduta humana: “Todo pecado é uma quebra de comunhão com Deus. Cada nível de pecado libera uma quantidade de demônios, cada pecado atrai uma maldição.”34 Assim, meus atos têm o poder de liberar (não se sabe bem de onde) demônios que estavam presos (não se sabe por quem ou para quê). B. Soteriologia: A conseqüência final dessa exaltação humana é a descaracterização da pessoa e obra redentora de Deus e, por contraditório que pareça, a exaltação do homem e de Satanás. A segurança do crente é reduzida ao acaso, ou, na melhor das hipóteses, à sua conduta e autoridade espiritual. O fato de a Escritura nos ensinar que somos guardados por Deus (Sl 121) e que Jesus nos guarda (Jo 17.12) é totalmente negligenciado. Diante da perspectiva de guerra espiritual35 exarada pelos ensinos do G-12, os demônios alcançaram poder e posição de destaque, em algumas ocasiões acima de Deus. Quando peco, abro uma porta de legalidade para que satanás entre com seu propósito, MATAR, ROUBAR E DESTRUIR... A maldição se infiltra por uma legalidade e abre a porta para que demônios venham sobre a vida da pessoa.36 É importante notar aqui que esta citação refere-se ao Encontro, onde se pressupõe que o participante, também chamado de encontrista, é convertido. Isso significa que Satanás tem poder para entrar na vida daquele que foi salvo por Cristo. Mais do que isso, a conduta pecaminosa é considerada uma obstrução ou impedimento para que Deus abençoe os seus filhos. Por algum motivo, o modelo G-12 descreve o crente como um ser dividido entre Deus e o diabo. Pertencemos a Deus, mas o diabo exerce domínio sobre nós. O manual ainda afirma: “Para que haja cura interior são necessários dois passos: Romper o domínio de satanás sobre nós e tomar posse do que é nosso por direito.37 Isto nos conduz ao verdadeiro caráter da doutrina do movimento G-12, ou seja, seu dualismo, onde Deus e os demônios contendem em condições de igualdade. Em uma narrativa no mínimo pitoresca, Valnice descreve o projeto “Palácio da Rainha.”38 Em sua argumentação e pretensa interpretação bíblica, ela entende que Paulo não venceu a entidade pagã em Éfeso (Atos 19), mas apenas a enfraqueceu. Contudo, segundo ela, seguindo dados históricos, coube a João derrotar aquela entidade e conquistar Éfeso para Cristo. Esse domínio geográfico de Deus durou 200 anos, sendo depois a cidade conquistada por tal entidade. Ao explicar a razão para esse domínio, ela afirma: “Hoje Éfeso fica na Turquia, um país muçulmano. Há apenas cerca de 500 cristãos nascidos de novo naquele país. O que teria acontecido? Diana reconquistou seu trono.”39 Tomou-o das mãos de quem? Assim a obra redentora de Cristo é maculada pelo G-12, tornada sem efeito, uma vez que somos submetidos a uma salvação que depende de uma libertação posterior e de quebra de pactos e maldições não desfeitos na cruz de Cristo. Essa visão dualista nos dispõe a situações que fogem ao controle de Deus, e vivemos assim sob constante atuação demoníaca em nossas vidas.
Tais afirmações aproximam o G-12 mais do pré-gnosticismo do primeiro século que do cristianismo bíblico. Evidenciam a natureza sincrética do movimento e sua total incapacidade de mostrar a soberana obra redentora de Deus. A salvação é despida de seu caráter gracioso, e tanto ela como a vida cristã dependem dessa aventura humana no mundo espiritual. Tais pessoas não possuem autoridade para falar do evangelho da soberana graça de Deus. Além de negar a obra redentora de Deus, o ensino do G-12 ainda se opõe à pessoa de Deus. Seus atributos são menosprezados, inclusive sua bondade, amor e justiça. Em um sessão de regressão, o ministrador do Encontro é orientado a conduzir seus encontristas a perdoar aqueles que os fizeram sofrer: Em cada faixa etária, desde a infância até a vida adulta, o ministrador deverá instruir os encontristas a se lembrarem de momentos difíceis, amargos, traumatizantes, etc. Eles precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase e até mesmo a Deus.40 Tal afirmação se baseia na hipótese de alguém estar magoado com Deus. Contudo, ela ignora a natureza santa e justa de Deus, bem como a sua imutabilidade, e acentua o caráter meritório do sofrimento humano.41 C. Eclesiologia:Por se tratar de um movimento que se propõe ser o modelo eclesiástico do próximo milênio, podemos definir este ponto como uma escato-eclesiologia. É notório que a motivação do G-12 é o crescimento vertiginoso da igreja. Isto a transforma em uma instituição ensimesmada, auto-centrada e escrava do pluralismo e pragmatismo religioso. Três pontos podem ser destacados nessa escato-eclesiologia.Em primeiro lugar, usando os termos do próprio movimento, a igreja do século XXI será sobrenatural. Por sobrenatural entende-se o caráter místico e supersticioso42 dado ao movimento pelo néo-pentecostalismo. Aguarda-se para o próximo século o surgimento de sinais em abundância e o retorno aos milagres néo-testamentários. Conforme as previsões de um líder: Creio que brevemente seremos revestidos com a unção dos grandes e maravilhosos prodígios do Espírito Santo e nossa sombra curará com a de Pedro, e pela nossa palavra de ordem, mortos ressuscitarão e grandes fenômenos ocorrerão pela fé, em nome de Jesus.43 Além dos sinais miraculosos, espera-se um período de inúmeras revelações rotineiras, vistas como o “mover” de Deus. Isto implica em que no próximo milênio a igreja deverá abandonar seus dogmas, suas doutrinas, visto que será conduzida pelas revelações. Em segundo lugar, a igreja do século XXI é vista como um cumprimento escatológico. O modelo G-12 se vê como o cumprimento profético. Como esperado, tais profecias não são encontradas nas escrituras, mas provém das revelações recebidas pelos proponentes do movimento. Senão vejamos: Temos recebido a palavra no sentido de que nos anos vindouros haverá gente faminta por conhecer a mensagem da salvação; milhões e milhões correrão pelas ruas demonstrando seu desejo de saber de Cristo, e a única estrutura que permitirá estar preparados para isto é a igreja em células.44 As congregações do tipo paroquial, nas quais não há mais que 200 pessoas, não estarão no modelo, porque cada igreja será de no mínimo cem mil pessoas.45 Além de Castellanos, outros líderes do movimento e seus discípulos têm a mesma visão profética, a mesma expectativa triunfalista para o próximo século: Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio.46 Como filhos que somos de Deus Todo-Poderoso, seremos conhecidos nos céus como a geração das maiores conquistas e das maiores colheitas para o Reino de Deus. 47 Hoje estamos reformando a eclesiologia... Por isso creio que esse movimento é a complementação da primeira reforma. Creio que ele está varrendo os quatro cantos da terra hoje, numa proporção e numa velocidade muito maior que a reforma protestante do século XVI.48 Fica claro que o movimento se vê como um cumprimento profético, contudo, não das Escrituras, e sim das projeções e previsões feitas pelos seus proponentes. Em terceiro lugar, a visão eclesiástica do movimento sofreu uma influência empresarial, e por essa razão aproximou-se de conceitos liberais. A divisão da igreja em ministérios administrativos e espirituais assemelha-se à visão liberal de Adolf Harnack acerca da igreja. Ele idealizou a divisão entre ministério religioso e ministério administrativo ou local.49 Castellanos afirma: A igreja é a empresa mais importante de uma nação, pelo que o mesmo crescimento exigirá que haja dois setores no interior da igreja: um de caráter administrativo e outro relacionado ao ministério pastoral.50 Isto revela mais do que uma proposta teológica: expressa a influência empresarial da estrutura eclesiástica montada por Castellanos. Sua eclesiologia está mais próxima de um marketing de rede que do evangelho. O número 12 é a único elemento nessa estrutura que se relaciona com o evangelho. Mesmo assim, nenhuma parte do relato dos evangelistas nos ensina que os discípulos tiveram por sua vez exatos doze discípulos. Seguindo uma tendência atual, a administração de Castellanos é centralizadora e sua eclesiologia é personalista. Negando evidências bíblicas, tanto do Novo como do Antigo Testamento (Dt 1; At 15; 1 Tm 1.6-16), Castellanos defende o fim de colegiados e assembléias, e propõe um sistema de governo totalitário e personalista: A época das assembléias e dos comitês de anciãos para dar passos importantes na Igreja, já passou na história. Estou convencido de que Deus dá a visão ao pastor e nessa medida é a ele que o Espírito Santo fala, indicando-lhe até onde deve mover-se.51 CONCLUSÃO: O G-12 está longe de ser uma reforma, muito menos protestante. Esse movimento não protesta, mas se acomoda e se amalgama à filosofia da época. Surge como proposta inovadora, mas traz consigo doutrinas antigas. De fato, o G-12 e o Encontro tem prestado um tremendo desserviço à igreja evangélica no Brasil. Finalizando, gostaria de mencionar o que podemos concluir acerca desse movimento. Em primeiro lugar, temos a certeza de que o movimento irá passar, como outras ondas néo-pentecostais. Todavia, como as demais ondas, é provável que muito de suas doutrinas e práticas permaneça em nosso meio. É necessário discutir o G-12; contudo, a discussão deve ir além das questões metodológicas do Encontro. Com ou sem regressão, o Encontro continuará a ensinar a necessidade de perdoar a Deus e outras coisas questionáveis. Devemos debater de forma mais ampla a presença das teologias néo-pentecostais e sua influência na vida e fé das igrejas evangélicas. Em segundo lugar, é importante lembrar que o movimento revela a fragilidade do ensino nas igrejas evangélicas. Um vento de doutrina, com ensinos tão destoantes da Escritura, sequer é notado por membros dessas igrejas. O problema se agrava ao considerarmos que novas ondas nos esperam. Que Deus nos conduza à fidelidade à sua Palavra e à responsabilidade de lutar pela fé evangélica (Judas 3-4). ENGLISH ABSTRACT: The article has a descriptive nature, dealing with the origin, purposes and rationale of a new movement in some Latin American evangelical circles, known as G-12 (groups of twelve). Relying on its most effective strategy, a week-end retreat called “Encounter,” the movement has influenced many congregations of several Brazilian denominations. Departing from the fact that the majority of the participants are unaware of the origins, historical development, and theological positions of the founders and promoters of the movement, the article aims to bring these issues to light, resorting to the main works of G-12 leaders. The movement presents itself as a solution to the problem of church growth and the adequacy of the church to the present time. It is presented as an eschatological fulfillment of God’s promises, as the divine project for the next millennium, in fact, as “the church for the next millennium.” The author seeks to demonstrate that the final result is a host of heresies not only contrary to Scripture but inconsistent among themselves, such as the theology of prosperity, positive confession, inner healing, hereditary curses, blessing and curse, etc. The article shows that G-12 is a clear example of contemporary néo-pentecostal theology and a threat to the central doctrines of the biblical faith.
1 Essa afirmação, apesar de já popularizada entre os defensores das igrejas em células e do G-12, foi feita por Robert Lay, representante no Brasil de Touch Ministries, do pastor Ralph Neighbour. De acordo com Lay, a Reforma do Século XVI foi teológica, ao passo que as células representam a reforma estrutural da igreja. Revista Videira I:4 (Goiânia, dezembro 1999).
2 Ver Rene Terra Nova, na apresentação do Manual do Encontro (Manaus: Semente de Vida, 1999) e Valnice Milhomens, Plano Estratégico para a Redenção da Nação (São Paulo: Palavra da Fé, 1999), 11.
3 César Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo (São Paulo: Palavra da Fé, 1999), 59-60.
4 Milhomens, Plano Estratégico, 11.
5 Ibid,12.
6 Terra Nova, apresentação do Manual do Encontro.
7 Ver o site do MIR (Ministério Internacional da Restauração).
8 Manual do Encontro, 34.
9 Para maiores informações, ler apêndice contendo avaliação psicológica do encontro em Jôer Batista, Jocider Batista e Leonardo Saihum, G-12: História e Avaliação (Goiânia: Seminário Presbiteriano Brasil Central, 2000), 88-91.
10 Moisés Silva, “Abordagens Contemporâneas na Interpretação Bíblica,” Fides Reformata IV:2 (Julho-Dezembro 1999), 147.
11 Nas palestras do Manual do Encontro são feitas mais de 600 citações. Ver Batista, Batista e Sahium, G-12: História e Avaliação, 70.
12 Um bom exemplo dessa interpretação ambígua pode ser visto em Gordon D. Fee, Paulo, o Espírito e o Povo de Deus (São Paulo: United Press, 1997), ix.
13 Milhomens, Plano Estratégico,15-18.
14 Manual do Encontro, apresentação. Grifos meus.
15 Michael Bauman, Shrinking Texts: The Danger of Hermeneutics Under Freudian Auspices, JETS 31:3 (Setembro 1988), 293-303.
16 Manual do Encontro, 56.
17 Ver o interessante artigo de David Estrada Herrero, “Romanticism and Christianity,” Chalcedon Report 309 (Abril 1991), 2-10.
18 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 56. Cláudia Castellanos, esposa de César, escreveu alguns capítulos do livro, entre os quais este. Mas é comum no livro ver Castellanos aplicar a si mesmo textos bíblicos históricos. Assim sendo, o chamado de Moisés é também o chamado de Castellanos.
19 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 29. Grifo meu.
20 Ibid., 54. Grifo meu.
21 Ibid., 46.
22 Ibid., 53.
23 Milhomens, Plano Estratégico, 15.
24 Ibid., 8. Grifos meus.
25 Herrero, “Romanticism and Christianity,” 2-10.
26 Ibid., 8.
27 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 24-25. Grifo meu.
28 Ibid. Grifos meus.
29 Milhomens, Plano Estratégico, 45.
30 Ibid., 27. Grifos meus.
31 Ibid., 119. Grifos meus.
32 Por exemplo, os pastores Antônio Lisboa, da Igreja Nova Aliança, e Aluízio Silva, da Igreja Videira. Suas posições podem ser conhecidas nas revistas Convergência e Videira, órgãos de divulgação de suas igrejas e idéias.
33 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 80, 145.
34 Manual do Encontro, 66.
35 O movimento segue a perspectiva da Batalha Espiritual de Peter Wagner, Neuza Itioka, Cindy Jacobs e outros.
36 Manual do Encontro, 46, 49.
37 Manual do Encontro, 94. Grifos meus.
38 O projeto tem à frente Peter Wagner, que irá até a Turquia libertar aquela região de seus espíritos, através de uma operação chamada “Palácio da Rainha.”
39 Milhomens, Plano Estratégico, 31.
40 Manual do Encontro, 98. Grifo meu.
41 Batista, Batista e Sahium, G-12: História e Avaliação, 49.
42 Ver Samuel Vieira, O Império Gnóstico Contra-Ataca (São Paulo: Cultura Cristã, 1999), 94-95.
43 Antônio Lisboa, Convergência 2000, revista da Igreja Nova Aliança em Células, I:1 (1999).
44 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo,146.
45 Ibid.,145.
46 Milhomens, Plano Estratégico, 12.
47 Lisboa, Convergência 2000.
48 Entrevista de Robert Lay à revista Videira, da Igreja Videira, Ano I, Nº 4.
49 Herman Ridderbos, Paul: An Outline of his Theology (Grand Rapids: Eerdmans, 1992), 439.
50 Castellanos Domínguez, Sonha e Ganharás o Mundo, 146.
51 Ibid.
Fonte:http://old.thirdmill.org/files/portuguese/63932~9_19_01_11-09-28_AM~movimento_g12.htm

quinta-feira, 1 de julho de 2010

11 - PENTECOSTALISMO, QUE LOUCURA!

Posso falar porque já fui um deles, e nunca mais quero sê-lo. Posso falar porque conheci o movimento por dentro e não quero mais saber dele. Posso falar porque estive dentro do movimento, tempo mais que suficiente para conhecer cada um de seus falsos ensinos e suas práticas anti-bíblicas. Posso falar porque hoje tenho certeza que, não apenas o que experimentei, mas também o que eles continuam experimentando é falso à luz da revelação bíblica. Preciso falar porque fui muito prejudicado pelos falsos ensinos do movimento pentecostal. Há muitos que estão sofrendo de uma espécie de psiconeurose, causada pela mistura venenosa que existe ali dentro; há muitas pessoas feridas, frustradas, decepcionadas, desoladas, e muitas delas são ovelhas do Senhor, mas sei que nem todas. Minha crítica não é contra qualquer igreja local, em particular, mas contra um movimento que vem invadindo quase todas as igrejas. Denuncio e aponto para um corpo de falsos ensinos, que nem mesmo se pode chamar de doutrina, porque está permeada de práticas de feitiçaria, ocultismo, esoterismo. Evidentemente que não quero julgar a intenção de muitos que estão ali enganados, porque sei que o povo dessas igrejas e mesmo muitos pastores, são pessoas simples e humildes em sua maioria, eu já estive entre eles. Ali dentro se prega a Bíblia, é verdade. Mas isso não é o mesmo que pregar o evangelho. O apóstolo Paulo não disse aos anciãos de Éfeso que lhes pregou toda a Bíblia (Velho Testamento), mas que lhes anunciou todo o conselho de Deus (At 20.27). Pregar o evangelho é muito diferente de pregar alguns textos da Bíblia. Os pentecostais nem mesmo conhecem o evangelho ou as doutrinas da graça. Eu não conhecia. Pastoreei igrejas por anos, li inúmeros livros, dos quais coloquei no lixo reciclável mais de 100 deles e ainda tenho muitos outros para jogar, mas nunca havia lido uma única confissão de fé, nem um catecismo, nem mesmo um credo. Isso porque os pentecostais acham esses escritos ultrapassados. Eles ensinam que a esta geração da igreja tem muito mais 'revelação' ou 'luz' do que os nossos antigos pais espirituais. Dá para se ver. Ninguém dentro do movimento tem certeza sobre a origem das manifestações que ali ocorrem. O máximo que eles admitem, e isso os mais 'centrados', é que há muita coisa falsa entre eles, mas que nem tudo ali é falso, e que existe também o verdadeiro. Se você estiver dentro desse movimento responda honestamente a si mesmo: Crê você realmente que suas experiências vêm do Senhor? Honestamente, diante de Deus, você crê com todo o seu coração que tudo quanto tem experimentado vem do Espírito Santo? Penso que tem ocorrido com muitos dentro desse movimento, que têm recebido como resultado da sua desobediência, uma espécie de loucura, conforme Deus disse através de Moisés - O Senhor te ferirá com loucura, e com cegueira, e com pasmo de coração - Dt 28.28. Aqueles que são do Senhor e estão sinceramente enganados Ele os guardará, mas outros serão entregues à loucura. A agitação criada pelos instrumentos musicais utilizados pelas bandas, pelo alto barulho que fazem, pelos gritos, pelas danças, pelas palmas ritmadas, é tal que leva as pessoas a um histerismo, a uma neurose, a emoções desequilibradas, chegando muito próximo do culto afro-asiático. As imitações do dom de línguas, que de fato são algaravias, levam o movimento pentecostal ao 'ecumenismo'. As algaravias que eles falam estão igualmente presentes nas demais religiões e seitas, tais como católicos carismáticos, hinduístas, maometanos, espiritismo... As pseudo-revelações ou pseudo-profecias são na verdade adivinhações e previsões mentais, as quais também ocorrem nas seitas. A idolatria a mamon também deixa seu estrago no meio pentecostal. O comércio que fazem dentro dos templos chega ao cúmulo dos absurdos. A exploração, a venda de produtos religiosos ou melhor, artigos esotéricos, faz corar de vergonha qualquer pessoa de boa índole, mesmo que não seja cristã. Parece que não têm outra coisa a falar se não sobre dinheiro, finanças, sucesso financeiro, prosperidade, riquezas. Os que vão à TV pedir dinheiro então... é de deixar rubro qualquer pessoa que tenha um pouquinho de brio e de educação. Porque é uma tremenda falta de educação entrar nas casas das pessoas, ainda que via satélite, e pedir dinheiro. Além do que é um péssimo testemunho para os incrédulos. Um homem de fé, que verdadeiramente confie em Deus, jamais ousaria pedir ajuda financeira aos telespectadores. O Deus da Bíblia, que é o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, é o dono do ouro e da prata. Quando os crentes precisam de alguma coisa dirigem-se ao Deus providente e não aos mortais. E se Ele quiser que algum servo seu tenha um programa de rádio ou TV ou qualquer outro meio de comunicação, claro que Ele proverá os recursos. Se não prover é porque Ele não deseja que tal programa seja feito. E convenhamos, a maioria absoluta de tais programas são tão escandalosos e tão nocivos à fé que seria melhor que nunca fossem transmitidos. Eles envergonham o bom nome do Senhor Jesus e da Sua Igreja com suas descaradas petições e vendas dos seus produtos. Já ouvi de amigos médicos que muitas, não poucas, muitas pessoas que os procuram em seus consultórios, com problemas emocionais participam de igrejas pentecostais e carismáticas. As pessoas estão doentes e não sabem por que. São pessoas agitadas, descompensadas emocionalmente, ansiosas e perturbadas mentalmente, porque estão no engano religioso. Já vivemos numa sociedade agitada, nervosa, estressada. Dia a dia somos vítimas e também vitimamos pessoas com a falta de paciência, falta de tranqüilidade, falta de bom senso. Quando chega o dia do culto coletivo e vamos à reunião da igreja, esperamos encontrar ali um oásis, um lugar de contemplação, meditação, silêncio. O que o pentecostalismo faz? Agita ainda mais. Quando saí do movimento pentecostal, minha maior dificuldade era ficar quieto, calado. Isso porque ali dentro as pessoas são 'condicionadas' a não pensar, mas apenas sentir, fluir, extravasar, navegar, flutuar... Os cultos pentecostais são mais parecidos com os antigos cultos a Baal e não com a adoração a Jeová. O ensino da demonização é outro responsável por levar as pessoas a um total desequilíbrio mental. A pessoa começa a supor que os demônios estão por toda parte e em todos os objetos. Vêem principados e potestades por todo lado, e julgam ter poder e autoridade para repreendê-los e derrubá-los, bem como julgam ter autoridade sobre os anjos eleitos par comandá-los. Os falsos mestres se julgam muito poderosos, e que quanto mais eles 'oram e jejuam' mais poder ganham. Penso que muitos 'pastores' pentecostais ficam exorcizando as pessoas que os procuram, enquanto que sua família está sendo destruída pelo espírito deste século. O pecado descompensou o homem, tornando-o desequilibrado. Muito do que os homens dizem e fazem não é normal, embora seja natural. Isso porque o pecado entrou em seu coração e mente, intoxicando suas emoções e seus pensamentos, levando-os a terem ações e reações descontroladas. Os efeitos do pecado são como radiações que impregnam todo o seu ser. Só o Senhor Jesus Cristo pode purificar o homem dessa contaminação e trazê-lo de volta ao equilíbrio. À medida que o Espírito Santo e a Palavra de Deus operam no regenerado, ele vai sendo conformado ao Homem Perfeito - Jesus Cristo. Por conta da contaminação em sua alma é que vemos muitos homens agindo como loucos, desequilibrados, sem tino. E alguns vão longe demais e nos espantam. Muitos dos líderes pentecostais pensam que são profetas, como Elias ou Jeremias, ou pensam que são apóstolos como Paulo ou Pedro. Um diz ser um "pequeno messias", outro diz ser o precursor da Segunda Vinda de Cristo, outro depois de dizer ser uma encarnação do apóstolo Paulo, agora diz ser jesus cristo homem. É verdade que alguns deles não se denominam pentecostais, mas são continuístas tais quais os pentecostalistas. Que é isso?! Estão loucos? Sim, estão porque foram entregues ao espírito de engano, porque não amaram a verdade. Por isso aqueles que estão embaraçados com esse movimento, saia enquanto puder, saia sem demora. Alguns podem pensar: Puxa alguém que ouviu a Palavra de Deus no movimento pentecostal e viveu por tanto tempo ali dentro, deveria no mínimo ter muita gratidão por esse movimento. Não penso assim. Sou muito grato a Deus por guiar-me para a sua maravilhosa luz. A Ele sim, devo tudo quanto sei e tudo quanto sou. O fato de Deus usar Balaão não fez dele um profeta verdadeiro. O fato de Deus usar a mula de Balaão não fez dela um anjo; o fato de Deus usar algumas coisas do movimento pentecostal não o torna verdadeiro. Minha denúncia não é uma discriminação, nem preconceito contra pessoas, mas contra um sistema que "levanta com a mão direita e derruba tudo com a mão esquerda". Um pacote de falsos ensinos que tem transformado igrejas em seitas. Escandaliza mais do que ajuda. Na minha própria experiência, se não fosse o Senhor eu teria abandonado a fé que apenas havia conhecido, como vi vários fazerem. Quando vi que havia adultério entre os pastores, mentiras, disputas políticas, e outras coisas mais vis, fiquei muito escandalizado. Mas Deus me guardou. Por isso minha dívida é para com Deus somente. Mas rogo que Deus abençoe aqueles que me pregaram a Palavra de Deus pela primeira vez e que tenha misericórdia deles e os salve. E aqueles que resistem as repreensões e que se acham muito sabidos, que não têm mais nada a aprender, leiam de novo as palavras inspiradas dos apóstolos de Cristo: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes - Tg 4.6; 1ª Pd 5.5. Somos guardiões da verdade e não podemos nos calar enquanto os falsos pregam em alto e bom som suas heresias e arrastam multidões para o inferno. Que Deus nos ajude. Autor Nelson Nincao.
Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/porassunto.html#Pentecostalismo

10 - A MORTE DA IGREJA

"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé" (I Tm 6:10). Não existe nada mais triste do que ver uma igreja outrora fiel ir lentamente morrendo. A história tem mostrado que toda instituição acaba tornando-se apóstata, mas é difícil suportar o rápido declínio de igrejas bíblicas/fundamentalistas e sua mudança de direção, indo atrás de satanás. O problema todo está nos pastores apóstatas, de quem Deus encarregou de cuidar de seu rebanho, mas eles ao invés disso estão crescendo sua cobiça pelo dinheiro e estão abandonando a fé. É alarmante quando uma igreja forma uma orquestra, instala grandes projetores e tem dinheiro para ostentar viagens e todos os "principais" membros andam em carros último tipo e o dinheiro - leia-se dízimos - torna-se o assunto principal da pregação do(s) pastor(ores). O pesar entra na congregação, porque a cobiça induz mais o(s) pastor(ores) a ir por um caminho errado mais do que qualquer outro pecado. "Eu tenho pregado por muito tempo, e já vi muitas coisas acontecerem. Para mim a coisa mais triste que já vi em toda a minha vida, aparte de ver meu próprio país ir cada vez mais para perto do diabo, foi ver a mudança de pastores e igrejas. Eu fico pasmo e atordoado com tanta descrença, quando vejo homens que uma vez estavam de pé e que agora não estão mais... eu sei que todas as semanas eu choro por alguns, eu quero dizer, grito, eu quero dizer grito de tristeza, por causa de pastores que estão mudando" (Pr Jack Hyles em um sermão de 1972). Como cristãos devemos ser leais aos princípios e verdades de organizações e instituições. Isto é raro. Tragicamente, a maior parte das pessoas podem facilmente ser desviadas da fé verdadeira por um pastor apóstata. Isto é porque por natureza elas são leais as organizações e instituições. A maior parte das pessoas tem medo de confrontar o homem a quem foram ensinadas a idolatrar. Um pastor que ensina a ridícula teoria de que a Bíblia não é de todo inspirada e que o principal tema da Palavra de Deus é o dinheiro - tem apostatado da fé. Nossas igrejas eram muito melhores quando não tínhamos bancos acolchoados. Nossas igrejas eram muito melhores quando tínhamos pregadores no púlpito ao invés de pastores. Éramos melhores quando nossas igrejas tinham verdadeiros reavivamentos ao invés de escolas de pastores. Éramos melhores quando os pastores confiavam em Deus ao invés de constrangerem os membros com falsos ensinos sobre dizimar. Éramos melhores antes de os teólogos nos falarem que éramos ignorantes. Éramos melhores quando os pastores chamavam o Papa de "O vigário de Inferno" em vez de elogiá-lo apoiando assim aos católicos. Éramos melhores quando simples pastores proferiam: "Deus inspirou cada Palavra da Bíblia", ao invés de pastores eloquentes de hoje que negam a sua inspiração. Deus tinha nos livrado desses que abalariam nossa fé na Bíblia como a Palavra inspirada de Deus. Os seminários bíblicos substituíram seus locais de oração por salas de estar. Substituíram tempo de devocional à noite por peças satíricas. Ganhar dinheiro no ministério se tornou o objetivo de muitos seminários que estão tentando recrutar novos estudantes, em vez de recrutar jovens que estejam dispostos a suportar uma cruz para o seu Deus. Nosso louvor a Deus foi substituído pelo louvor aos homens. Nossa fé na Bíblia foi substituída sutilmente pela fé no pastor. São erguidas estátuas em honra de homens. São molestados os membros das igrejas a continuamente dar mais dinheiro para os ministérios, enquanto o pastor e a sua esposa desfrutam o melhor da vida. Quando cresce um ministério, consequentemente pode chegar ao ponto onde já não pode se desenvolver sem fazer acordos, como romper com a sua posição de se manter fiel a Bíblia do texto tradicional. Embora o ministério possa continuar crescendo, avança mais para dentro da religião e mais longe do Cristianismo Bíblico. A maioria do trabalho religioso hoje é feito na carne. Jesus disse em João 15:1-7 que se estamos nEle, e a Sua Palavra em nós, daremos muito fruto genuíno em Deus. Quando os pastores deixam de pregar a inspiração da Bíblia, eles estão atacando a mesma Semente pela qual os homens são renascidos, pois sem Cristo não podemos fazer nada, e o Jesus é a Palavra de Deus (João 1:1-3; Apocalipse 19:13). Quando um pastor nega a inspiração da Palavra de Deus, ele começa um caminho em direção as sombras. Quando o dinheiro se torna o foco principal dos ensinos de um pastor, o seu julgamento se torna obscuro e deplorável. Depois de algum tempo, a igreja cai em apostasia e negação. É uma vergonha quando dezenas de milhares das pessoas são influenciadas por um homem que nega a inspiração de nosso Rei na preservada Palavra de Deus. É um tumor canceroso que debilita esta igreja, e se deixado sem tratamento conduzirá no final das contas a morte deste ministério. "Seria uma dádiva de Deus se a Igreja sofresse perseguição hoje; ela não sofreu isto por centenas de anos. Ela está crescendo rica e lentamente se afastando... para a apostasia" (Billy Sunday). "Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão" (Is 58:1). David Stewart. Fonte: www.obereano.blogspot.com

09 - FIQUE LONGE DESSA CABANA (O LIVRO A CABANA)

Recentemente, as vendas do livro A Cabana aproximaram-se de [sete] milhões de cópias. Já se fala em transformar o livro em filme. Mas, enquanto o romance quebra os recordes de vendas, ele também rompe a compreensão tradicional de Deus e da teologia cristã. E é aí que está o tropeço. Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto? Quem é o autor? William P. Young [Paul], um homem que conheço há mais de uma década. Cerca de quatro anos atrás, Paul abraçou o "Universalismo Cristão" e vem defendendo essa visão em várias ocasiões. Embora freqüentemente rejeite o "universalismo geral", a idéia de que muitos caminhos levam a Deus, ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte. O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros. Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram. Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu. Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal. Muitos têm apontado erros teológicos que acharam no livro. Eles encontram falhas na visão de Young sobre a revelação e sobre a Bíblia, sua apresentação de Deus, do Espírito Santo, da morte de Jesus e do significado da reconciliação, além da subversão de instituições que Deus ordenou, tais como o governo e a igreja local. Mas a linha comum que amarra todos esses erros é o Universalismo Cristão. Um estudo sobre a história da Reconciliação Universal, que remonta ao século III, mostra que todos esses desvios doutrinários, inclusive a oposição à igreja local, são características do Universalismo. Nos tempos modernos, ele tem enfraquecido a fé evangélica na Europa e na América. Juntou-se ao Unitarianismo para formarem a Igreja Unitariana-Universalista. Ao comparar os credos do Universalismo com uma leitura cuidadosa de A Cabana, descobre-se quão profundamente ele está entranhado nesse livro. Eis aqui algumas evidências resumidas: 1) O credo universalista de 1899 afirmava que "existe um Deus cuja natureza é o amor". Young diz que Deus "não pode agir independentemente do amor" (p. 102),[1] e que Deus tem sempre o propósito de expressar Seu amor em tudo o que faz (p. 191). 2) Não existe punição eterna para o pecado. O credo de 1899 novamente afirma que Deus "finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria". Semelhantemente, Young nega que "Papai" (nome dado pelo personagem a Deus, o Pai) "derrama ira e lança as pessoas" no inferno. Deus não pune por causa do pecado; é a alegria dEle "curar o pecado" (p. 120). Papai "redime" o julgamento final (p. 127). Deus não "condenará a maioria a uma eternidade de tormento, distante de Sua presença e separada de Seu amor" (p. 162). 3) Há uma representação incompleta da enormidade do pecado e do mal. Satanás, como o grande enganador e instigador da tentação ao pecado, deixa de ser mencionado na discussão de Young sobre a queda (pp. 134-37). 4) Existe uma subjugação da justiça de Deus a seu amor - um princípio central ao Universalismo. O credo de 1878 afirma que o atributo da justiça de Deus "nasce do amor e é limitado pelo amor". Young afirma que Deus escolheu "o caminho da cruz onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor", e que esta maneira é melhor do que se Deus tivesse que exercer justiça (pp. 164-65). 5) Existe um erro grave na maneira como Young retrata a Trindade. Ele afirma que toda a Trindade encarnou como o Filho de Deus, e que a Trindade toda foi crucificada (p. 99). Ambos, Jesus e Papai (Deus) levam as marcas da crucificação em suas mãos (contrariamente a Isaías 53.4-10). O erro de Young leva ao modalismo, ou seja, que Deus é único e às vezes assume as diferentes modalidades de Pai, Filho e Espírito Santo, uma heresia condenada pela igreja primitiva. Young também faz de Deus uma deusa; além disso, ele quebra o Segundo Mandamento ao dar a Deus, o Pai, a imagem de uma pessoa. 6) A reconciliação é efetiva para todos sem necessidade de exercerem a fé. Papai afirma que ele está reconciliado com o mundo todo, não apenas com aqueles que crêem (p. 192). Os credos do Universalismo, tanto o de 1878 quanto o de 1899, nunca mencionaram a fé. 7) Não existe um julgamento futuro. Deus nunca imporá Sua vontade sobre as pessoas, mesmo em Sua capacidade de julgar, pois isso seria contrário ao amor (p. 145). Deus se submete aos humanos e os humanos se submetem a Deus em um "círculo de relacionamentos". 8) Todos são igualmente filhos de Deus e igualmente amados por ele (pp. 155-56). Numa futura revolução de "amor e bondade", todas as pessoas, por causa do amor, confessarão a Jesus como Senhor (p. 248). 9) A instituição da Igreja é rejeitada como sendo diabólica. Jesus afirma que Ele "nunca criou e nunca criará" instituições (p. 178). As igrejas evangélicas são um obstáculo ao universalismo. 10) Finalmente, a Bíblia não é levada em consideração nesse romance. É um livro sobre culpa e não sobre esperança, encorajamento e revelação. Logo no início desta resenha, fiz uma pergunta: "Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?" Neste caso a resposta é sim, pois Young é deliberadamente teológico. A ficção serve à teologia, e não vice-versa. Outra pergunta é: "Os pontos positivos do romance não superam os pontos negativos?" Novamente, se alguém usar a impureza doutrinária para ensinar como ser restaurado a Deus, o resultado final é que a pessoa não é restaurada da maneira bíblica ao Deus da Bíblia. Finalmente, pode-se perguntar: "Esse livro não poderia lançar os fundamentos para a busca de um relacionamento crescente com Deus com base na Bíblia?" Certamente, isso é possível. Mas, tendo em vista os erros, o potencial para o descaminho é tão grande quanto o potencial para o crescimento. Young não apresenta nenhuma orientação com relação ao crescimento espiritual. Ele não leva em consideração nem a Bíblia, nem a igreja institucional com suas ordenanças. Se alguém encontrar um relacionamento mais profundo com Deus que reflita a fidelidade bíblica, será a despeito de A Cabana e não por causa dela. Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/a_cabana.html

08 - A ORDENAÇÃO DE MULHERES AO MINISTÉRIO PASTORAL - O QUE DIZ AS ESCRITURAS SAGRADAS?

Sempre contestei a mulher oficiando na Igreja Local e por um motivo bastante considerável: Causavam problemas terríveis ao Ministério da Igreja Local e quando a frente do Ministério, ai a coisa chegava em vias de "catástrofe", mas nunca havia estudado profundamente sobre o assunto, e fazendo uma busca nos estudos encontrados na Internet sobre a polemica questão, o que me pareceu mais completo e de fácil entendimento, foi o que vou lhes apresentar agora.
O que a Palavra de Deus tem a dizer sobre a questão de uma mulher poder ou não ser ordenada para o ministério por uma igreja local? O crescente número de mulheres que estão sendo ordenadas para o ministério é mais um claro sinal de que a apostasia final já começou. Por muitos anos, somente elementos marginais dentro do pentecostalismo permitiam que elas pregassem, porém aquilo que começou como uma gota está agora se transformando em uma torrente. Hoje, denominações/igrejas protestantes em todo o mundo, antes conservadoras, estão se rendendo à forte pressão de mulheres que querem se tornar pastoras — um legado do Movimento de Libertação da Mulher dos anos 60 e 70. Mas, há base bíblica para uma mulher ser "bispa", ou pastora, como os cristãos geralmente se referem ao cargo hoje em dia? O desejo de servir ao Senhor Jesus Cristo nessa posição é recomendável e, no que diz respeito ao intelecto, habilidade e compaixão, muitas mulheres podem superar pobres pregadores como eu. Mas a questão não é habilidade e disponibilidade. Muito pelo contrário — o fator decisivo deve ser "o que dizem as Escrituras"! Porque Deus definiu as qualificações para aqueles que Ele chama para serem ministros do Evangelho. Arnold Schwarzenegger, cidadão americano naturalizado (ele nasceu na Áustria) e atual governador da Califórnia, expressou várias vezes o desejo de ser presidente dos Estados Unidos. Mas, apesar de sua ambição política e capacidade pessoal, esse desejo não pode ser realizado porque a Constituição americana proíbe que pessoas de origem estrangeira assumam esse cargo. Não obstante ser possível que a classe política aprove uma emenda constitucional para mudar essa regra — abrindo, assim, a porta da presidência para cidadãos naturalizados — as leis e estatutos de Deus estão "gravados em pedra" e não são negociáveis. Assim sendo, o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre a questão de uma pessoa poder ser ou não ordenada para o ministério por uma igreja local, ou associação de igrejas? As seguintes passagens nos mostram — sendo, a primeira, uma instrução de Paulo a Timóteo: "Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo." [1 Timóteo 3:1-7; ênfase adicionada]. A seguir temos as instruções de Paulo a Tito sobre o mesmo assunto:
"Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei: Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer oscontradizentes." [Tito 1:5-9; ênfase adicionada]. Para aqueles que talvez se confundam com os termos "ancião" e "bispo", cito a seguinte explicação do Dicionário Bíblico Easton (1897): "BISPO supervisor. Na época apostólica, é bastante evidente que não havia diferença entre ordenar bispos e anciãos ou presbíteros (Atos 20:17-28; 1 Pedro 5:1-2; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 3). O termo bispo não é utilizado para indicar um ofício diferente daquele realizado por um ancião ou presbítero. Esses diferentes nomes são simplesmente títulos para o mesmo ofício, "bispo" designando a função, ou seja, de supervisão, e "presbítero" a dignidade referente ao cargo. Cristo é simbolicamente chamado 'o bispo [episcopos] das almas'" (1 Pedro 2:25). Há muitos anos o vocábulo "pastor" tornou-se o termo usado pela maioria dos cristãos para designar ministros que foram chamados para o cargo de "bispo", ou "ancião" — isto é, para assumir a responsabilidade da liderança espiritual de um grupo de crentes organizados como "igreja". Ao passo que "pregador", de forma geral, refere-se a todos os ministros do Evangelho que dividem a responsabilidade de evangelizar, disciplinar e exortar homens adultos, juntamente com mulheres e crianças. E é precisamente o propósito de ministrar a homens que impede as mulheres de serem pregadoras no sentido historicamente aceito do termo. Nas instruções de Paulo ao jovem pregador Timóteo, a seguinte passagem explica a razão por que Deus atribui ao homem a responsabilidade pela liderança espiritual e proíbe as mulheres de tencionar ensiná-los em tais circunstâncias: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão." [1 Timóteo 2:11-14; ênfase adicionada]. Eva foi totalmente induzida a desobedecer a Deus quando Satanás, disfarçando-se de serpente, a enganou. Mas Adão foi levado à morte espiritual por ela "com seus olhos bem abertos", por assim dizer. Uma vez que Eva demonstrou suscetibilidade ao erro, Deus determinou que os homens assumissem a responsabilidade pela liderança espiritual. Esse princípio não se encontra especificamente definido no Antigo Testamento, porém, de fato, ele era observado no sacerdócio destinado somente aos homens de Israel. Deus atribuiu aos filhos de Arão a responsabilidade de servir como sacerdotes, sendo Arão o primeiro sumo sacerdote e, portanto, um tipo de Cristo — o supremo líder espiritual e figura varonil. Assim, o desejo de assumir a função pastoral — com base no intelecto, capacidade educacional, e inúmeras outras coisas que aparentam indicar que as mulheres seriam igualmente qualificadas (talvez até mais, em alguns casos) — é totalmente irrelevante de acordo com a Palavra de Deus. Pois em toda organização deve haver um líder e espera-se que os homens desempenhem esse papel nas igrejas e nos lares cristãos. Deus chama os homens para o ministério — eles não são apenas "voluntários". Muitos pastores experientes têm aconselhado aqueles que crêem sentir esse chamado a resistir até onde puderem! Em outras palavras, se você tiver êxito em resistir, você não tem o chamado de Deus. O conhecido profeta Jonas é um exemplo perfeito desse princípio. Ele literalmente fez tudo que pôde para evitar levar a mensagem de Deus aos ímpios ninivitas, porém, no final das contas, eles ouviram a Palavra dos lábios de Jonas, a despeito de sua extrema relutância. Quando Deus estabelece que algo tem de acontecer, acostume-se com a idéia! O apóstolo Paulo evidenciou isso na seguinte passagem: "Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" [1 Coríntios 9:16; ênfase adicionada]. Diante do exposto, como podem aqueles que defendem o ministério feminino explicar o fato de que, durante mais de 1900 anos da história da Igreja, não há nenhuma evidência suficientemente considerável de mulheres sendo compelidas a atender ao chamado? Se Deus estivesse designando mulheres para servir no sacerdócio durante esses anos, todos os chauvinistas machistas do planeta com suas tradições não poderiam detê-las! Porém, somente depois que os efeitos políticos do Movimento de Libertação da Mulher tiveram início, durante o último século, houve de fato um ímpeto nessa direção. Será que Deus estava apenas esperando por essa mudança de posição da sociedade para desobstruir o caminho? Francamente, em minha opinião, a resposta deve ser óbvia. Fonte: http://www.espada.eti.br/p257.asp